Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

O Banco da Natureza, que tem por objetivo conscientizar sobre a importância da reciclagem para a preservação do meio ambiente, consolida este ano a ampliação em investimentos ecológicos. A empresa conseguiu criar um sistema de venda do lixo reciclável e de troca por moedas ecológicas que propiciou o retorno financeiro do investimento inicial de R$ 300 mil. Só em 2021, o Banco arrecadou quase 20 mil quilos em matérias recicláveis com a participação de cerca de 1 mil pessoas.

          Esses números foram possíveis devido à participação efetiva da população e dos comércios parceiros. Esses materiais recicláveis foram depositados no Banco e convertidos no total de 2.557.167 PECS$ (pontos ecológicos e financeiros),arrecadados no ano passado. Os PECS$(pontos ecológicos e financeiros)representam o valor social, ecológico e financeiro das moedas ecológicas do Banco da Natureza e são acumulados diariamente pelos clientes para a troca em brindes e prêmios, além da oportunidade de sacar o valor em dinheiro.

          Como continuidade do projeto, o Banco da Natureza inaugura no dia 09 de julho de 2022, em Itapecerica, a Sede de Investimentos Ecológicos e Digitais do Banco da Natureza. Na ocasião será lançado o novo site interativo da empresa para compra e venda de Moedas Ecológicas Digitais e Reais e do Selo de Qualidade Diamante Verde que representa o compromisso socioambiental de Empresas e Municípios com os 17 ODS(Objetivos de desenvolvimento sustentável) que foram estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 e compõe uma agenda mundial para construção e implementação de políticas publicas que visam guiar a humanidade até 2030.

          “Quando criei o Banco da Natureza, comecei com o propósito de ajudar a natureza e incentivar as pessoas a contribuírem também. O projeto cresceu e conquistou novos parceiros e os moradores de Itapecerica. Hoje, cuidar do meio ambiente virou um hábito na nossa cidade e o nosso próximo passo é expandir isso para outros municípios”, afirma o idealizador e presidente do Banco da Natureza, Elias Pedrosa.

          A diarista Crenilda Oliveira Pinto e Silva revela que o Banco da Natureza provocou uma mudança de comportamento dela e de sua família. “Eu separo todo o material reciclado para trocar no banco. Não é só o dinheiro. Percebi que a reciclagem é um benefício muito importante para o meio ambiente. Aqui em casa, todos já se conscientizaram e virou parte da nossa rotina. Felizmente, temos sido um exemplo para outras famílias, estimulando a reciclagem em nossa cidade”, acrescenta.

          A proprietária da Mercearia Thayna, Thaís Furtado Batista Santos também destaca a importância do Banco da Natureza para aumentar a conscientização das pessoas sobre a reciclagem do lixo. “Acredito que se cada um fizesse sua parte, como temos contribuído com o Banco da Natureza, certamente, teríamos mais materiais reciclados e menos lixo. Espero que nossa atitude sirva de exemplo para os outros”, afirma Thaís.

          De acordo com informações Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), apenas 4% dos resíduos são reciclados. Conforme dados levantados pela entidade, iniciativas de coleta seletiva foram registradas em mais de 74% dos municípios brasileiros, mas ainda de forma incipiente em muitos locais, o que reflete na sobrecarga do sistema de destinação final e na extração de recursos naturais, muitos já próximos do esgotamento. O levantamento mostra que quase 1.500 municípios não contam com nenhuma iniciativa de coleta seletiva.

Serviço:
Sede administrativa e agênciaRua Lamounier Godofredo, 137, Centro, Itapecerica
Casa da Moeda Ecológica do Brasil: Rua Bingue Ribeiro, 133, Centro, Itapecerica
Disque Ecologia: (37) 3341-3499
Zap ecológico: (37)9882300-03
Conheça nossas redes sociais: @bancodanatureza

Com mais de R$ 2 milhões de reais destinados integralmente para entidades assistenciais, o Tampinha Legal, maior programa socioambiental de caráter educativo em Economia Circular da indústria de transformação do plástico da América Latina, ultrapassou 890 toneladas de tampas plásticas coletadas e faz, novamente, história no segmento. O volume foi arrecadado em mais de 3 mil pontos de coleta distribuídos pelo Brasil nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Bahia e no Distrito Federal, ao longo dos 5 anos de programa, e mostra o quanto a população está a cada dia mais consciente sobre o destino correto dos resíduos plásticos.

Para Simara Souza, coordenadora do Instituto SustenPlást, os números representam o compromisso da sociedade com o destino correto da matéria-prima, além de apresentar a Economia Circular na prática. “Ao longo destes cinco anos de atuação, vários setores se uniram: órgãos públicos, escolas, comércio, etc. A colaboração é o melhor caminho para encontrarmos, juntos, soluções inovadoras, inteligentes e de baixo custo a fim de aumentarmos a qualidade de vida de todos os envolvidos. Plásticos são 100% recicláveis. Ao desprezarmos qualquer pedacinho de plástico estamos desperdiçando recursos como matéria-prima, água e energia, por exemplo”, afirma Simara.

"Artefatos plásticos não têm pernas, não têm asas e não têm nadadeiras. Se foram encontrados em local inadequado é porque seu descarte foi inapropriado", afirma Alfredo Schmitt, presidente do Instituto SustenPlást, que de forma lúdica e de fácil compreensão trata sobre a responsabilidade humana por seus próprios resíduos. E complementa que sustentabilidade deve atender aos três quesitos: econômico, social e ambiental.

Com os recursos obtidos através do programa, as entidades assistenciais podem adquirir medicamentos, alimentos, equipamentos, ração animal e/ou materiais escolares, bem como custear tratamentos e exames de saúde humana e animal, melhorias em suas sedes, entre outras ações. O Tampinha Legal atende aos quesitos de ESG, Logística Reversa e ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).

O Tampinha Legal

O Tampinha Legal é uma realização do Instituto SustenPlást. Através de ações modificadoras de comportamento de massa, conscientiza quanto ao destino adequado aos resíduos plásticos e faz com que a economia circular ocorra na prática. Todos os segmentos da sociedade são convidados a juntar tampas plásticas e destiná-las para entidades assistenciais cadastradas junto ao programa que busca a melhor valorização de mercado para o material.

Os valores obtidos são destinados integralmente para as entidades assistenciais participantes sem rateios de material ou repasses de valores. O programa não recebe comissões e/ou gratificações sobre o material coletado. Em 2022 já ultrapassou R$ 2 milhões de reais destinados 100% para entidades assistenciais participantes.

Recentemente, lançou no Núcleo Porto Alegre/RS, o Copinho Legal que, seguindo o modelo do Tampinha Legal, destina os recursos obtidos com a venda dos descartáveis plásticos (copos, pratos e talheres) para as entidades assistenciais participantes. O Tampinha Legal atua no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Em Porto Alegre, o Tampinha Legal conta com o apoio estratégico da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais da FIERGS. Além do aplicativo (Android e iOS) e site (tampinhalegal.com.br), onde podem-se localizar várias informações tais como os pontos de coleta mais próximos, entidades assistenciais e empresas participantes, etc. também é possível acompanhar o Tampinha Legal por redes sociais, como YouTube, LinkedIn, Twitter, Instagram, Facebook e TikTok.

Com mais de R$ 2 milhões de reais destinados integralmente para entidades assistenciais, o Tampinha Legal, maior programa socioambiental de caráter educativo em Economia Circular da indústria de transformação do plástico da América Latina, ultrapassou 890 toneladas de tampas plásticas coletadas e faz, novamente, história no segmento. O volume foi arrecadado em mais de 3 mil pontos de coleta distribuídos pelo Brasil nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Bahia e no Distrito Federal, ao longo dos 5 anos de programa, e mostra o quanto a população está a cada dia mais consciente sobre o destino correto dos resíduos plásticos.

Para Simara Souza, coordenadora do Instituto SustenPlást, os números representam o compromisso da sociedade com o destino correto da matéria-prima, além de apresentar a Economia Circular na prática. “Ao longo destes cinco anos de atuação, vários setores se uniram: órgãos públicos, escolas, comércio, etc. A colaboração é o melhor caminho para encontrarmos, juntos, soluções inovadoras, inteligentes e de baixo custo a fim de aumentarmos a qualidade de vida de todos os envolvidos. Plásticos são 100% recicláveis. Ao desprezarmos qualquer pedacinho de plástico estamos desperdiçando recursos como matéria-prima, água e energia, por exemplo”, afirma Simara.

"Artefatos plásticos não têm pernas, não têm asas e não têm nadadeiras. Se foram encontrados em local inadequado é porque seu descarte foi inapropriado", afirma Alfredo Schmitt, presidente do Instituto SustenPlást, que de forma lúdica e de fácil compreensão trata sobre a responsabilidade humana por seus próprios resíduos. E complementa que sustentabilidade deve atender aos três quesitos: econômico, social e ambiental.

Com os recursos obtidos através do programa, as entidades assistenciais podem adquirir medicamentos, alimentos, equipamentos, ração animal e/ou materiais escolares, bem como custear tratamentos e exames de saúde humana e animal, melhorias em suas sedes, entre outras ações. O Tampinha Legal atende aos quesitos de ESG, Logística Reversa e ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).

O Tampinha Legal

O Tampinha Legal é uma realização do Instituto SustenPlást. Através de ações modificadoras de comportamento de massa, conscientiza quanto ao destino adequado aos resíduos plásticos e faz com que a economia circular ocorra na prática. Todos os segmentos da sociedade são convidados a juntar tampas plásticas e destiná-las para entidades assistenciais cadastradas junto ao programa que busca a melhor valorização de mercado para o material.

Os valores obtidos são destinados integralmente para as entidades assistenciais participantes sem rateios de material ou repasses de valores. O programa não recebe comissões e/ou gratificações sobre o material coletado. Em 2022 já ultrapassou R$ 2 milhões de reais destinados 100% para entidades assistenciais participantes.

Recentemente, lançou no Núcleo Porto Alegre/RS, o Copinho Legal que, seguindo o modelo do Tampinha Legal, destina os recursos obtidos com a venda dos descartáveis plásticos (copos, pratos e talheres) para as entidades assistenciais participantes. O Tampinha Legal atua no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Em Porto Alegre, o Tampinha Legal conta com o apoio estratégico da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais da FIERGS. Além do aplicativo (Android e iOS) e site (tampinhalegal.com.br), onde podem-se localizar várias informações tais como os pontos de coleta mais próximos, entidades assistenciais e empresas participantes, etc. também é possível acompanhar o Tampinha Legal por redes sociais, como YouTube, LinkedIn, Twitter, Instagram, Facebook e TikTok.

Entre os dias 8 e 11 de junho acontece a Naturaltech, a maior feira de produtos naturais de toda a América Latina que reúne ainda, probióticos, integrais, fitoterápicos e tratamentos complementares, no Anhembi, em São Paulo.

A Camargo Embalagens marca presença no evento apresentando aos visitantes muitas novidades, como suas embalagens flexíveis compostáveis, cujo filme utilizado para a sua  fabricação vem de um recurso renovável, a polpa da celulose que, pela evolução da tecnologia, tem características visuais e técnicas semelhantes ao plástico. O seu primeiro Stand-up Pouch Compostável é feito com uma estrutura laminada de materiais com base de polpa de celulose e biomassa orgânica de cana-de-açúcar, mandioca e milho.

Um dos clientes da Camargo que optou por essa tecnologia foram os chocolates orgânicos AMMA. A empresa tem como princípio a busca constante pelo menor impacto possível aos recursos naturais e, por essa razão, adotou em sua linha as novas embalagens vegetais compostáveis em substituição ao plástico. “Assim, depois de consumidos, as novas embalagens compostáveis voltam à natureza, “plantadas” e, por não conterem plástico em sua composição, se biodegradam em até 180 dias, seja em usinas de compostagem ou em compostagem doméstica”, explica o diretor executivo da Camargo, Felipe Toledo.

Outra solução que poderá ser conferida no estande da Camargo Embalagens será Stand-up Pouch Biodegradável feito com filme de poliéster transparente e metalizado, laminado com filme de Polietilneno (PE) ou Polipropileno (PP) que, em condições de aterro, transforma o plástico em fertilizante natural. Além do Stand-up Pouch, a estrutura pode ser usada para outros formatos ou produzido em bobinas para envase na planta do cliente. Por utilizar aditivo orgânico não tóxico, é aprovado pela ANVISA para contato direto com alimentos. Outra vantagem é com respeito à sustentabilidade, já que o filme se biodegrada em média de 4 anos.

Impressão digital

Aos que buscam soluções específicas para um número reduzido de embalagens, lead time reduzido, campanhas promocionais, a Camargo oferece a tecnologia de impressão digital, capaz de atender pedidos com lotes mínimos estratégicos. O equipamento opera a impressão digital com padrão de rotogravura, porém dispensando setups, clichês ou cilindros.

Indicada para lotes estratégicos de produção, com dados variáveis, SKUs diversos e expansão de possibilidades quanto a arte, estrutura e acabamento, a digital oferece total qualidade de impressão. “Com a impressão digital é possível obter múltiplas artes na mesma produção e toda uma gama de tipo de formatação de embalagens para atender todas as necessidades do mercado”, finaliza o diretor.

ANOTE:

Evento: Naturaltech

Quando: de 08 a 11 de junho de 2022, das 10 às 20h

Onde: Anhembi, São Paulo

Nossa localização no pavilhão: Rua I / 14

Com o objetivo de reduzir o impacto ambiental e promover ações positivas para o compromisso de circularidade da empresa, a Nestlé investirá mais de R$ 8 milhões em projetos de circularidade de embalagens em 2022. A empresa, que já conta com 97% das embalagens desenhadas para serem recicladas ou reutilizadas, também expandirá a parceria com cooperativas e catadores de recicláveis pelo país.
 

Desde 2019, a Nestlé já investiu mais de R$ 15,5 milhões em projetos para ampliar a circularidade de materiais no Brasil, garantindo mais de 90 mil toneladas de embalagens recicladas. Hoje, apoia 260 cooperativas de reciclagem no país e trabalha com parceiros estratégicos no setor.
 

“Nossa meta é promover a circularidade, mais reciclagem, mais cooperativas parceiras garantindo aumento de renda, educação e engajamento. Estamos falando em reciclagem e impacto social positivo para transformar não só a realidade de nosso planeta, mas das pessoas e o ecossistema, contribuindo com cooperativa e catadores autônomos. Durante o ano de 2022, vamos apoiar 8 mil profissionais de reciclagem em todo o Brasil”, diz Cristiani Vieira, gerente de sustentabilidade da Nestlé Brasil.
 

A meta da empresa é ter o equivalente a 100% de suas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025. Nessa trajetória, a Nestlé já recuperou 26% do material de embalagem inserido no mercado -- sendo 40% de plástico, nos últimos dois anos. O objetivo está alinhado com os planos da empresa de apoiar e acelerar a transição para um sistema regenerativo, que visa proteger e restaurar o meio ambiente.
 

“Como parte da nossa jornada para a regeneração, que propõe repensar todas as operações da companhia e também envolver outros agentes, a Nestlé tem, dentre várias iniciativas, o desenvolvimento de soluções inovadoras, investimentos para ampliação de pontos para reciclagem e compartilhamento de informação para o engajamento dos nossos consumidores -- para, juntos, podermos praticar atitudes que regeneram”, finaliza Barbara Sapunar, diretora de sustentabilidade, comunicação e branding da Nestlé Brasil.

O Dia Internacional da Reciclagem, celebrado em 17 de maio, foi criado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, e a Cultura) com o objetivo de estimular a conscientização sobre a importância de fazer o descarte correto dos itens que consumimos. A reciclagem é um compromisso não somente de negócios, mas de colaboração com a sociedade e o futuro do planeta. É visível o avanço deste processo no mundo. No Brasil também percebemos progressos importantes, principalmente no que tange materiais plásticos. O esforço da indústria, sociedade e poder público em tornar a economia circular uma realidade, faz com que se amplie investimentos na área e com que a discussão esteja cada vez mais presente nas agendas dos empresários e gestores públicos.

Os números

Estudo encomendado pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), divulgado em dezembro de 2021, apontou que 23,1% dos resíduos plásticos pós-consumo no Brasil foram reciclados em 2020. Em relação a 2019, a redução no primeiro ano da pandemia da Covid-19 foi de menos de 1 ponto percentual. A terceira pesquisa sobre reciclagem mecânica do material é resultado da parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), representante do setor de transformados plásticos e reciclagem, e a Braskem, maior petroquímica das Américas.

Realizado anualmente desde 2018 pela MaxiQuim, empresa de avaliação de negócios na indústria química com foco em análise de mercados e competitividade, o estudo tem como objetivo mensurar o tamanho da indústria de reciclagem de plásticos no Brasil, acompanhando sua evolução anual.

Diminuição de empresas e empregos

A pandemia teve forte impacto sobre a indústria de reciclagem. Já observado nos anos anteriores, o corte no número de empresas e de empregos diretos foi mais agressivo em 2020. Houve variação negativa de 4,9% no número de empresas e 11,7% na quantidade de empregos, em comparação ao ano anterior. Em relação a 2018, a variação negativa é ainda maior: 7,7% no número de empresas e 15,2% no número de empregos. O faturamento dos estabelecimentos que não fecharam, no entanto, teve uma alta de 17,3%, se comparado com 2018 -com os valores corrigidos pelo IPCA.

Volumes de resíduos plásticos consumidos no Brasil

Segundo o estudo, em 2020 foram consumidas 1,4 milhão de toneladas de resíduo plástico na reciclagem, representando um crescimento de 5,8% em comparação a 2019. Um milhão de toneladas são de plástico pós-consumo, ou seja, material descartado em domicílios residenciais e em locais como shoppings centers, estabelecimentos comerciais, escritórios, entre outros, e 368 mil toneladas de plástico pós-industrial, como sobras dos processos da indústria petroquímica, de transformação de plásticos e da própria reciclagem de plásticos.

Do total de resíduos consumidos na reciclagem, 960 mil toneladas referem-se aos utensílios de uso único, categoria que representa as embalagens e outros tipos de descartáveis. São os produtos que mais passaram pelo processo de beneficiamento, representando 68,5% do montante reciclado em 2020, conforme gráfico abaixo.

“Os resíduos consumidos provenientes de artigos de uso único (embalagens e descartáveis) aumentaram proporcionalmente à participação no total consumido. Os descartáveis mais relevantes, que justificam os 6,2% de participação, são as sacolas plásticas e utensílios “stay at home” como, por exemplo, copos, talheres, recipientes de alimentação, etc” explica Solange Stumpf, sócia da MaxiQuim.

Perdas no processo

O principal motivo de perdas no processamento ainda é a contaminação da sucata plástica com materiais indesejados, que ocorre pela dificuldade na triagem. No entanto, o estudo percebeu que o agravante para perdas maiores na comparação com o ano anterior, além do aumento da produção de pós-consumo, foi o deslocamento para resíduos de origem doméstica em detrimento aos de origem não-doméstica, que usualmente são mais limpos. No total, foram 168,8 mil toneladas de material perdido durante os processos de reciclagem, um aumento de 24,5% em comparação a 2019. O PET é o material que mais sofreu perdas, devido também ao volume de consumo.

“Cabe ressaltar ainda que, com a pandemia, muitos recicladores pequenos que adquiriam os rejeitos de sucata de recicladores maiores ficaram muito tempo sem operar, o que contribuiu para maiores perdas efetivas na conversão de entrada da matéria-prima (sucata) para a saída (produto reciclado)”, explica Solange.

Produção de Resina Reciclada

Ainda assim, houve um aumento significativo na produção de resina reciclada - 12,2% em relação a 2018. No ano de 2020, 72% da produção de plásticos reciclados no país foram de origem no resíduo pós-consumo, enquanto 28% foram de resíduo pós-industrial. Em 2018, o plástico pós-consumo representava 69% das resinas recicladas. No total, foram fabricadas 1,2 milhão de toneladas de resinas recicladas em 2020.

Entre as 884 mil toneladas de resinas pós-consumo recicladas no ano passado, 41,4% foram de PET, seguidas por PEAD (19%), PP (16,7%) e PEBD/PELBD (16,1%). Em 2019, os índices foram bem parecidos: 42% PET, 18,2% PEAD,16,5% PEBD/PELBD e 15,8% PP.

Das 366 mil toneladas de PET reciclado, 30% foram aplicadas em frascos e garrafas em geral, para produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica. Já a construção civil (22%) e as utilidades domésticas (15%) são os principais destinos do PEAD reciclado. Por sua vez, 33% das resinas PP recicladas foram aplicadas na fabricação de utilidades domésticas como, por exemplo, baldes, bacias, lixeiras, entre outros.

Produção de resina pós-consumo por região

A região Sudeste é a responsável por 55,6% da produção, com 492 mil toneladas, seguida pela região Sul (241 mil toneladas), Nordeste (95 mil toneladas), Centro-Oeste (43 mil toneladas) e Norte (11 mil toneladas). Comparado com 2019, apenas a região Norte apresentou queda (-2,7%) na produção de resina pós-consumo.

Índice de reciclagem mecânica

O índice de reciclagem mecânica dos plásticos pós-consumo ficou em 23,1% no Brasil, redução de menos de 1 ponto percentual em relação a 2019. Esse número é calculado dividindo a quantidade de plástico pós-consumo reciclado pelo volume de plástico pós-consumo de vida curta gerado.

“Pelos resultados da pesquisa, é evidente notar que, apesar da pandemia ter impactado a indústria de reciclagem do plástico, o efeito não foi tão agressivo no índice de resíduos reciclados, o que nos leva a crer que o cenário será mais positivo após a plena retomada da economia brasileira”, comenta Fernanda Maluf, do Grupo Técnico do PICPlast.

“Mesmo com uma pequena queda no índice, é possível perceber que a reciclagem mecânica de plásticos vem se desenvolvendo rapidamente no país. Com todos os problemas verificados na coleta e na triagem, devido à pandemia, a produção de plásticos reciclados seguiu evoluindo em 2020, mostrando que há uma demanda crescente por produtos com conteúdo plástico reciclado”, complementa Solange Stumpf, sócia da MaxiQuim.

Recuperação das garrafas PET

O crescente uso de produtos fabricados com plástico reciclado está apresentando oportunidades lucrativas para o mercado de reciclagem em todo o mundo. Devido ao seu alto potencial de recuperação, o PET é um dos materiais mais valorizados , movimentando  cerca de R$ 3,5 bilhões por ano com reciclagem.

O segmento bottle-to-bottle - processo que transforma uma garrafa PET pós-consumo em outra nova e pronta para ser envasada - é um dos que estão mais em alta, impulsionado principalmente pelas metas de sustentabilidade ambiciosas das grandes empresas. A Coca-Cola, por exemplo, tem 99,4% do portfólio em embalagens recicláveis e pretende em breve chegar a 100%. A mesma meta tem a Pepsico, que até 2025 quer que todas suas embalagens sejam recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis.

A empresa CPR, do grupo Valgroup, é pioneira no segmento bottle-to-bottle no Brasil, sendo a primeira instituição no país a obter, em 2008, a aprovação da ANVISA para uso da resina PET PCR (resina pós-consumo reciclada) para contato direto com alimentos.

Segundo o Diretor de Relações Institucionais e Compliance da Valgroup, Eduardo Berkovitz, a valorização do PET reciclado alterou significativa e positivamente o cenário, em termos econômicos, da reciclagem do produto no Brasil. Dados divulgados pela Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET) mostram que a resina reciclada que valia 70% da virgem passou a ser vendida até 20% mais cara nos últimos meses.

Diante deste contexto, a CPR tem buscado aprimorar sua tecnologia para fornecer aos clientes uma resina PET PCR de alta qualidade, que possibilite sua utilização em até 100%, sem queda de performance no processo de transformação.

“Conseguir produzir uma resina com essas características já é, por si só, uma solução inovadora, uma vez que a cada ano são introduzidos no mercado mais garrafas PET de difícil reciclagem, como as garrafas coloridas, com aditivos para extensão de shelf life, com rótulos de difícil remoção, entre outras”, explica Berkovitz.

Simone Carvalho, membro do comitê técnico do PICPlast, lembra que a maior conscientização para auxiliar no processo de coleta vai impulsionar o aumento da demanda por PET reciclado. “O principal motivo de perdas no processamento ainda é a contaminação dos resíduos plásticos com materiais indesejados, que dificultam a triagem. Em 2020, foram 168,8 mil toneladas de material perdido durante os processos de reciclagem. O PET é o material que mais sofreu perdas, devido também ao volume de consumo”, afirma.

Para o executivo da CPR, as expectativas diante da valorização do PET são boas, mas poderiam ser melhores caso existisse obrigatoriedade de incorporação do PET PCR nas embalagens, hoje produzidas com resina virgem.

“No Brasil, a incorporação do PET PCR é voluntária. Isso significa que sua precificação, no longo prazo, estará alinhada à resina PET virgem. Entretanto, o custo de produção da resina PET PCR é muito superior ao custo de produção da resina PET virgem devido, sobretudo, às diferenças de escala produtiva.
Portanto, a margem de lucro do setor de reciclagem torna-se mais baixa e, como consequência, não atrai novos investimentos”, explica.

A Europa, Reino Unido e alguns estados dos Estados Unidos já possuem políticas de obrigatoriedade de incorporação e esperam, com isso, aumentar suas taxas de reciclagem.

Avanços

Segundo matéria realizada pelo UOL, o Brasil deve saltar de uma taxa de reciclagem por volta de 2% para 48% em 18 anos. A meta foi instituída pelo Plano Nacional dos Resíduos Sólidos (Planares) em decreto do governo federal, publicado no dia 15 no Diário Oficial. O Plano, que vem sendo elaborado desde 2019 e entrou em consulta pública em agosto de 2020, é um conjunto de estratégias para a gestão de resíduos nos próximos 20 anos e se adequa ao que ordenam outras leis já em vigor, como a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS, de 2010) e o Marco Legal do Saneamento (2020). A previsão é que seja atualizado a cada quatro anos.

O Planares prevê recuperar 20% de recicláveis secos e 13,5% da fração orgânica e, para isso, todos os municípios devem ter coleta seletiva de orgânicos, compostagem ou digestão anaeróbia (degradação da matéria por microrganismos com produção de biogás e um substrato com propriedades fertilizantes) em escala piloto ou comercial. Em 20 anos, mais de 60% do biogás de aterros sanitários e de digestão anaeróbia deveriam viram eletricidade. Para chegar a reciclar mais de 100 mil toneladas de resíduo sólido urbano por dia em 2040 (o país gera atualmente 217 mil toneladas/dia), como quer a meta, o plano traz a estratégia financeira, organizacional e institui como ferramenta um certificado de reciclagem.

O Planares lançou em abril o certificado de reciclagem nacional, centralizado, no programa Recicla +, com uma instituição verificadora. Já existem hoje empresas que emitem certificados e são aceitos pelos órgãos ambientais estaduais. O decreto reconhece a prática como válida e dá as regras. Basicamente, cooperativas e empresas de limpeza urbana que coletam recicláveis podem obter esses certificados ao venderem os materiais para indústrias recicladoras, via nota fiscal. As empresas que têm metas de logística reversa a serem cumpridas compram esses certificados para abater de suas metas. A diferença é que as notas fiscais passam a ser verificadas por uma empresa independente nacional, contratada pelas empresas. A centralização eliminaria o risco de uma mesma nota fiscal ser usada para abater metas em estados diferentes.

A Braskem registrou um lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre de 2022, 56% superior ao registrado nos três primeiros meses de 2021 e 632% acima do trimestre anterior. A receita líquida de vendas alcançou R$ 26,7 bilhões no trimestre, 18% maior do que no mesmo período do ano passado, e o Ebitda Recorrente foi de R$ 4,9 bilhões, 30% inferior ao primeiro trimestre do ano passado. A alavancagem corporativa, medida relação dívida líquida/Ebitda Recorrente em dólares, encerrou o trimestre em 1,0x, enquanto a posição de caixa ficou em US$ 1,8 bilhão, patamar que garante a cobertura dos vencimentos de dívida pelos próximos 69 meses, não considerando o a linha de crédito rotativo internacional disponível até 2026.

“Apesar da volatilidade do cenário no período por causa das tensões geopolíticas, a Braskem apresentou no trimestre um bom resultado, em função da estratégia de diversificação de matéria-prima e de geografias que implementou na última década. Com isso, a Companhia se tornou uma empresa mais resiliente a essas variações de mercado”, afirma Roberto Simões, presidente da Braskem.

Em maio, foi realizado o pagamento de dividendos de R$ 1,35 bilhão, com base no resultado do exercício de 2021. Somados aos R$ 6 bilhões pagos em antecipação em dezembro, o total de dividendos foi de 7,35 bilhões, ou seja, 77,5% do lucro líquido ajustado do ano passado.

O início do ano foi marcado por sucessivos destaques socioambientais. Um deles foi a implementação do Conselho Consultivo de Desenvolvimento Sustentável, que apoiará as estratégias de combate às mudanças climáticas. O Conselho é formado por quatro especialistas independentes selecionados com base em suas experiências e diversidade de perfis. Esse conselho externo tem como objetivo vai auxiliar o Comitê Global de Desenvolvimento Sustentável, composto pelos executivos da Companhia, no direcionamento das suas estratégias para 2030 e 2050. 

A Companhia tem como principais “avenidas de crescimento” a expansão dos negócios de renováveis e de reciclagem e a melhoria da produtividade dos ativos existentes. Seguindo essa estratégia, o ano já registra marcos importantes na frente de expansão dos negócios de renováveis e reciclagem.

Hoje, a Braskem anuncia a assinatura de contrato de uma joint venture nos Países Baixos com a Terra Circular. A joint venture vai utilizar uma tecnologia inovadora para converter resíduo plástico de baixa qualidade em artigos finais. A capacidade de reciclagem do empreendimento é de 23 mil toneladas por ano de resíduos plásticos mistos em peças moldadas por compressão (placas para uso em construção e paletes). Uma vez atendidas as condições precedentes, a Braskem se tornará controladora da joint venture, com a possibilidade de estender o uso da tecnologia para outras regiões. 

Em março, foi inaugurada a primeira linha de reciclagem mecânica do Brasil em Indaiatuba (SP). O projeto é fruto da parceria com a Valoren, empresa desenvolvedora de tecnologia e gestora de resíduos para transformação em produtos reciclados. A expectativa é de que sejam produzidas 14 mil toneladas de resina de alta qualidade a partir da reciclagem de 250 milhões de embalagens pós-consumo feitas de polietileno e polipropileno. Essa resina será reutilizada como matéria-prima na indústria de transformação.

No mesmo mês, a Braskem anunciou a assinatura do contrato de cooperação com a Sojitz Corporation para constituição de uma joint venture para a produção e comercialização de bio-MEG (monoetilenoglicol) e bio-MPG (monopropileno glicol), condicionados à conclusão do desenvolvimento da tecnologia. O plano de negócios da joint venture prevê na primeira fase investimentos para implementação de três plantas industriais, condicionados à conclusão do desenvolvimento da tecnologia, a qual contará com o apoio e a expertise da dinamarquesa Haldor Topsoe.

Em abril, a Braskem anunciou a assinatura do segundo contrato com a EDF Renewables América Latina para a compra de energia eólica, que viabilizará a construção de um novo complexo localizado no sudoeste da Bahia. Com expectativa de iniciar as operações em 2024, o novo complexo eólico abastecerá as operações da Braskem com energia renovável durante 20 anos. 

Além disso, a Braskem adquiriu uma participação acionária minoritária nas geradoras de energia eólica Ventos de Santa Amélia e Ventos de Santo Abelardo, ambas controladas pelo FIP Salus do grupo Casa dos Ventos, inserindo a Companhia no regime de autoprodução de energia renovável.

Nos Estados Unidos, a Braskem adquiriu participação acionária minoritária na Nexus Circular, empresa que atua em reciclagem avançada que converte plásticos destinados a aterros sanitários em matérias-primas circulares, usadas na produção de plásticos virgens sustentáveis.

Alagoas

Em Alagoas, a Braskem continua avançando na implementação do Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação, que é fruto do acordo entre a Braskem e autoridades alagoanas para o atendimento da população afetada pelo fenômeno geológico em Maceió.

Até maio, mais de 14 mil imóveis já foram desocupados, ultrapassando 97% da área definida pela Defesa Civil. Mais de 13 mil propostas de indenização foram apresentadas, com 99,5% de aceitação. Dessas, 10,2 mil indenizações já foram pagas, num total de R$ 2,18 bilhões entre indenizações e auxílios financeiros. Mais de 3,4 mil propostas de compensação foram apresentadas para comerciantes e empresários. 

A Companhia vem atuando proativamente em todas as dimensões relativas a Alagoas e cumprindo integralmente os compromissos assumidos, ressaltando ainda: conclusão do diagnóstico ambiental da área e avanço significativo no diagnóstico social; conclusão do Plano de Mobilidade Urbana e início das ações previsto para o próximo trimestre; início das obras de demolição da encosta do Mutange; e seguimento no plano de fechamento dos poços de sal.

A Plastiweber, empresa gaúcha de soluções sustentáveis em plástico, recebeu, na quarta-feira (04), o prêmio WorldStar Award 2022, durante cerimônia realizada em Milão, na Itália. Promovida pela Organização Mundial de Embalagens (WPO, em inglês), a premiação é a mais importante do setor e destaca as melhores e mais inovadoras soluções no mercado. Sediada no município de Feliz, a Plastiweber foi escolhida dentre 440 projetos submetidos e analisados por 36 juízes internacionais, e o prêmio foi entregue ao diretor financeiro da empresa, Moisés Weber.

O reconhecimento, dado na categoria “Materiais e Componentes de Embalagens”, foi pela linha Naturecycle, que oferece a primeira embalagem reciclada 100% PCR para aplicações de alto desempenho. Entre os clientes que utilizam os filmes feitos de material pós-consumo, estão empresas como Ambev, Unilever, Nestlé, BRF, Pampili e Cia Canoinhas. São mais de 50 atores envolvidos no ecossistema de economia circular, como cooperativas, projetos socioambientais, brandowners e varejo, que viabilizam a logística reversa para beneficiar o plástico e reinseri-lo na cadeia produtiva.

Para Moisés Weber, o Rio Grande do Sul e o Brasil como um todo ganham visibilidade com uma premiação desse porte, validando o compromisso com soluções circulares e que resultam em amplos benefícios socioambientais:

– É uma imensa satisfação levar a inovação e qualidade gaúcha para o mundo, e representar o Brasil no maior prêmio do setor mundial de embalagens. O agradecimento vai para os colaboradores da Plastiweber e parceiros Naturecycle, que defendem a importância do plástico na transição para uma economia circular. Isso envolve não só a produção de embalagens recicladas de alta qualidade, mas também uma preocupação com a comunidade, com o impacto positivo que estamos causando junto ao mercado. Esperamos que essa premiação seja uma forma de incentivo para a indústria de reciclagem brasileira.

Em 2021, a Plastiweber reciclou um total de 367 milhões de embalagens plásticas, o equivalente a 8.600 toneladas de material, para mais de 50 clientes. Esse volume possibilitou a redução de emissão de 17 milhões de quilos de CO2, além de diminuir o consumo de mais de 10 mil litros de petróleo e de 26 milhões de quilowatts de energia elétrica. Foram gerados, ainda, 7.386 empregos diretos e indiretos em toda a cadeia.

No último ano, a empresa também se destacou nos seguintes prêmios: Plástico Sul de Inovação & Sustentabilidade, ganhando em duas categorias; Grandes Cases de Embalagem; e Prêmio ABRE da Embalagem Brasileira. A Plastiweber é a primeira recicladora das Américas a ser homologada com o certificado europeu EUCertPlast, que atesta a rastreabilidade e a qualidade do plástico reciclado produzido por recicladores ao redor do mundo. Além disso, carrega o selo nacional de plásticos reciclados SENAPLAS, que reconhece o trabalho efetuado conforme a Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

A STADLER e a KRONES colaboraram no projeto e instalação de uma nova planta de triagem e lavagem para a Kunststoff Recycling Grünstadt GmbH (KRG), uma empresa alemã de reciclagem que atende à indústria de processamento de plásticos. A unidade de processamento de resíduos de embalagens de polietileno de alta dencidade (PEAD) e polipropileno (PP) pós-consumo é a primeira do tipo no país: a unidade fecha o ciclo da economia circular do plástico com a produção de materiais reciclados de altíssima qualidade que podem ser reutilizados nas mesmas aplicações de embalagem – incluindo aqueles que requerem material de qualidade alimentíca. A planta foi projetada para produzir anualmente cerca de 30.000 toneladas de materiais reciclados que podem ser devolvidos ao ciclo de fabricação. Além disso, o próprio processo oferece benefícios ambientais por meio da redução da perda de material e do consumo de água, economizando o equivalente a 36.100 toneladas de CO2 por ano ao processar cerca de 38.000 toneladas de resíduos plásticos.

Separando plásticos por cor: fechando o ciclo da economia circular

Com sua nova fábrica, a KRG visa produzir reciclados de alta qualidade, capazes de atender às demandas das empresas de bens de marca e do setor de bens de consumo rápido (FMCG). Isso não seria possível seguindo a prática comum na reciclagem de embalagens pós-consumo de PEAD e PP, que produz reciclados de cor escura de baixa qualidade que só podem ser usados ​​em aplicações inferiores.

Para alcançar o resultado desejado, os materiais pré-selecionados provenientes das Fábricas de Embalagens Leves são primeiramente processados através da linha de triagem projetada e instalada pela STADLER. Com capacidade de aproximadamente 10 toneladas/hora, a linha opera em dois modos diferentes dependendo do material que está sendo alimentado – um para materiais PP e outro para PEAD. Os materiais de entrada são peneirados para eliminar os finos, os metais são separados usando um ímã sobre correia e correntes parasitas, e o filme leve é ​​extraído por um classificador de ar.

Sete separadores de infravermelho próximo (NIR) separam o material restante em 6 frações de produto separadas por cor. Parte dos materiais de saída é imediatamente alimentada em 2 linhas KRONES, localizadas no mesmo galpão, enquanto o restante é enfardado e armazenado para processamento posterior.

Nas linhas KRONES, cada uma com capacidade de 2 toneladas/hora, o material pré-selecionado é moído em flakes e pré-lavado antes de ser processado em seu sistema patenteado de lavagem a quente. O enxágue final e a classificação de acordo com a cor e o polímero completam o processo para produzir flocos perfeitamente limpos com a alta qualidade necessária para reciclagem em suas aplicações de embalagem original.

“Esta planta dá um grande passo na qualidade avançada do material reciclado, que pode ir para aplicações desafiadoras onde é necessário alcançar a redução de odores e até mesmo qualidades de grau alimentício. As embalagens de PEAD e PP podem ser recicladas para a mesma aplicação novamente, de modo que, por exemplo, um frasco de xampu de PEAD ou pote de margarina de PP terá uma segunda vida como frasco, pote ou tampa. Até agora, isso só era feito para garrafas PET”, explica o Sr. Michael Auburger, Gerente de Produtos de Soluções de Reciclagem da KRONES.

Um design personalizado onde a colaboração estreita foi fundamental

A STADLER e a KRONES desenvolveram uma relação de colaboração bem-sucedida ao longo dos anos em vários projetos conjuntos, que levaram a unir forças em uma parceria para aproveitar as vantagens da reciclagem de plásticos, combinando suas respetivas habilidades e tecnologias especializadas.

Esta parceria foi particularmente valiosa neste projeto, onde a linha de triagem STADLER precisa trabalhar em conjunto com a linha KRONES: “Como as duas linhas estão interligadas, há interfaces em seus controles. Para nossos colegas do departamento de engenharia de controle, era, portanto, uma tarefa complexa coordenar a troca de sinais entre as linhas em relação aos padrões de segurança e modos de operação. Através de reuniões direcionadas dos especialistas e gerentes de projeto de ambas as empresas, este desafio também foi superado com sucesso”, explica Pascal Locher, Gerente de Projeto da STADLER.

A abordagem colaborativa da STADLER com os clientes também foi fundamental para a implementação bem-sucedida do projeto, e apreciada pelo Sr. Jörg Berbalk, CEO da KRG: “O desempenho da STADLER durante a instalação, a coordenação, o processo, a comunicação foi e é exemplar e incomparável. Em suma, acreditamos no conceito e estamos convencidos de que a combinação de STADLER e KRONES é muito boa para a tarefa em mãos.”

Um dos principais braços do Grupo Ambipar, a Boomera, empresa brasileira de Economia Circular focada na transformação de resíduos em matéria prima reciclada, foi uma das organizações com Certificação B-Corp mais pesquisadas no Google em 2021. Segundo dados de pesquisa no site, a companhia ocupou o 10º lugar no ranking mundial, e a primeira empresa brasileira, em buscas na plataforma sobre instituições eco-friendly (“amigável ao meio ambiente”), liderado por Moodle, Coursera e TOMS.

A B-Lab, rede sem fins lucrativos que transforma a economia no mundo para beneficiar todas as pessoas, é responsável pela criação e validação do Certificado B-Corp, o qual avalia empresas ao redor do mundo que respeitam os mais altos padrões de desempenho social, ambiental, transparência e responsabilidade legal. Para se obter a classificação, a companhia deve possuir práticas que estejam alinhadas com os princípios do movimento, comprometendo-se a seguir os padrões estabelecidos de gestão, gerando benefícios ambientais e sociais, para além dos econômicos.

“Ser reconhecido mundialmente pelos nossos impactos socioambientais é uma grande felicidade para nós. Atuamos na transformação de resíduos em matéria prima sempre do modo mais limpo e benéfico para o meio ambiente. Focado em seguir os princípios do B-Corp, sabemos que a nossa empresa, aliada com parceiros que buscam o mesmo objetivo, faz a diferença para sociedade e para o planeta. , declara Guilherme Brammer, CEO e fundador da Boomera.

A Boomera possui sua metodologia proprietária, CircularPack, que já ganhou prêmios internacionais importantes, como o reconhecimento pelo Fórum Econômico Mundial e pela Fundação Schwab. Através dela, a empresa já conseguiu com que mais de 146 mil toneladas de resíduos deixassem de ir para aterros e lixões, e mais de 8 mil cooperados que trabalham em cooperativas de catadores fossem beneficiados com seus projetos. 

A pesquisa do Google ainda informa que o Brasil é o quinto país com mais organizações B-Corp, relatando um sinal de aumento na preocupação ambiental, mas também representa credibilidade e segurança ao oferecer seus serviços aos clientes. Além dos benefícios ao meio ambiente presentes nas diretrizes da declaração, as empresas que obtêm o certificado possuem vantagem competitiva, devido ao fato de que a garantia do negócio deve ser realizada a partir de um padrão elevado em questão de sustentabilidade, impacto e uma forma de se destacar no mercado em relação aos seus concorrentes. 

“Percebemos que há uma constante evolução do mercado relacionado às mudanças globais, ou seja, as empresas e os consumidores estão cada vez mais conscientes de que precisamos tomar medidas conscientes que ajudem o planeta. E isso se reflete no aumento de demanda por produtos e serviços que possam oferecer impactos verdadeiros. finaliza Brammer. 

Sobre a Boomera Ambipar

A Boomera foi criada para valorizar e dar nova vida a resíduos que acabariam em aterros sanitários, especialmente materiais considerados difíceis de reciclar. Com a metodologia proprietária CircularPack  , trabalha a economia circular de ponta-a-ponta, fazendo ciência com muita consciência em seu laboratório de materiais, passando por logística reversa em parceria com mais de 8.000 cooperados e transformando resíduos em produtos circulares com causa através de muita pesquisa, desenvolvimento e inovação. Fundada em 2011, e agora parte do Grupo Ambipar, a Boomera  foi uma das primeiras empresas de Economia Circular certificadas como Empresa B, membro da Fundação Ellen MacArthur e premiada como Empreendedor Social do Ano, pela Folha de São Paulo e Fundação Schwab em 2019 e em 2020 com o reconhecimento do Fórum Econômico Mundial

Sobre a Ambipar:

Com escritório administrativo em São Paulo e matriz em Nova Odessa –SP, a Ambipar é uma multinacional brasileira, com presença em 18 países da América do Sul, Europa, África, América do Norte e Antártida.  Formada pela Ambipar Environment e Ambipar Response, dois segmentos de referência no mercado de gestão ambiental, tem em seu DNA o comprometimento com as questões sustentáveis, trabalhando os Pilares ESG dentro de seus negócios e apoiando seus clientes.

Sempre atenta às novidades do mercado e necessidades de seus clientes, a Bebecê, uma das principais marcas de calçados do país, acaba de investir em uma linha totalmente ecológica que alia design e sustentabilidade, numa proposta que já é conhecida pela marca há muitos anos: o consumo consciente e a preservação ambiental.

Reconhecida pela produção de calçados sem uso de matéria prima de origem animal, a Bebecê criou a nova linha b/Green que utiliza mais de 90% de materiais sustentáveis, especialmente garrafas pets (plásticas), principal ativo da malha REPREVE, fibra eco friendly fabricada pela Unifi, empresa americana líder global em soluções têxteis. O processo de fabricação da fibra faz compensações usando petróleo novo, emitindo menos gases de efeito estufa e economizando água e energia no processo.

“Criamos a b/Green para reforçar nosso compromisso com o meio ambiente, que é uma pauta fundamental para nós. Queremos oferecer mais opções para quem já se preocupa em adquirir produtos sustentáveis ou ecológicos, mas também para apresentar aos que ainda não tem o hábito da compra consciente como é possível ter itens bonitos e com valores acessíveis, além de ajudar a salvar o planeta”, explica Renata Moraes, diretora de branding da Bebecê e criadora do projeto b/Green.

A executiva acrescenta que a nova marca utiliza materiais recicláveis, orgânicos e renováveis para ajudar a proteger o futuro do setor calçadista brasileiro. Dessa forma, a empresa gera novas possibilidades para reduzir o impacto de gás carbônico no meio ambiente.

A nova linha é composta de quatro modelos de calçados: tênis (malha knit, R$219,90, utiliza 24 garrafas pet) e (caixa alta – R$ 219,90, utiliza uma garrafa pet), chinelo slide (R$ 139,90, utiliza 1,3 garrafas pet) e sandália espadrille (R$ 139,90 utiliza 4,25 garrafas pet). A quantidade de garrafa pet utilizada em cada modelo refere-se ao par.

O cabedal dos produtos, feitos de malha REPREVE, são fabricados em fibra poliéster produzida a partir de garrafas PET recicladas; a espuma, reduz a zero os resíduos na fabricação e utiliza fontes de energia renovável; o solado conta com uma composição de PVC e fibras de bambu; os cadarços são produzidos com poliéster reciclável, proveniente de resíduos de garrafa pet, assim como o forro que é antibactericida; as etiquetas são de fibra de retalhos de tecidos e fios de garrafa pet; o salto é de fibra  natural e os tecidos são algodão natural, sem tingimento e tecido gorgorão com fios reciclados. Todos os fornecedores de matéria prima são certificados.

Assine a nossa Newsletter:

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!
Criação de sites: Conectado
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram