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Entrevista - A Evolução no Desenvolvimento de Embalagens Circulares

18 de novembro de 2021
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No momento em que a sociedade debate sobre reciclagem, Economia Circular e sustentabilidade, a Braskem, maior petroquímica das Américas, ressalta seu compromisso com o Desenvolvimento de Embalagens Circulares. A revista Plástico Sul, em sintonia com esse assunto, procurou saber quais as estratégias da Braskem para desenvolver suas metas de sustentabilidade em embalagens. Fábio de André Sant'Ana, Especialista em Desenvolvimento de Mercado, apresenta de forma sucinta como o mercado se adapta aos novos conceitos e o importante papel da Braskem como fornecedora de matérias-primas e condutora de um processo de inovador.

Revista Plástico Sul - O conceito de design circular é relativamente novo. Como surgiu e qual o seu papel no desenho industrial para a economia circular, que considera o lixo um erro de design?

Fábio de André Sant’Ana - Temos reparado que o briefing dos projetos tem mudado e isso leva o design a ter que repensar sua forma de atuação. Os requisitos de um produto giravam apenas em torno de garantir que ele tenha custo adequado, bom desempenho fabril, fosse atrativo na gondola e proporcionasse incrível experiência de compra e consumo. A grande mudança que temos observado é a inclusão de sustentabilidade neste contexto e isso torna o desenvolvimento mais desafiador.

Se considerarmos que no briefing de economia linear não se pensava no pós-consumo, o design atendia plenamente os requisitos do projeto, assim, entendo que o lixo é um erro de briefing, onde todos os envolvidos, não apenas o design e os designers, foram responsáveis por sua criação.

Com este novo conjunto de requisitos para um projeto e em um cenário pouco explorado até então, acreditamos que há muita oportunidade para inovação, pois será necessário redesenhar diversos produtos, serviços e, em alguns casos, o modelo de negócio.

RPS - Em síntese, como funciona o processo de fabricação de embalagens circulares e como se diferencia do sistema linear ou tradicional?

Sant’Ana - No desenvolvimento de uma embalagem do sistema linear, é necessário pensar da extração da matéria prima até o momento de compra e uso pelo consumidor, porém, uma embalagem com olhar de economia circular precisa ter um olhar sistêmico. Isso quer dizer que é necessário ampliar o olhar, entender a jornada do consumidor de uso e descarte e conhecer as soluções após o consumo.

Se o consumidor descarta uma embalagem no cesto de lixo do banheiro, ele, muitas vezes sem saber, está enviando aquela embalagem para um aterro sanitário. Isso quer dizer que o design circular precisa redesenhar a solução de forma a influenciar o consumidor a mudar seus hábitos, mas trazendo uma experiência melhor, positiva e sem reduzir sua conveniência. Passamos por um desafio similar em um projeto de embalagens para cuidados pessoais, chegamos a um resultado muito promissor o qual chegará ao mercado em 2022.

A Economia Circular também nos traz outros 2 olhares muito importantes para as embalagens. O primeiro é o reuso, onde temos a oportunidade de pensar embalagens que possuem ciclos de vida mais longos. Neste sentido, diferentes modelos de refil têm sido testados e ainda há muito o que se evoluir em termos de experiência ao consumidor. O segundo é a reciclagem, onde os produtos precisam ser desenhados de forma que, após seu ciclo de vida, seja destinado de forma correta e que sejam viáveis econômica e tecnicamente recicláveis.

RPS - Como a Braskem, maior petroquímica das Américas e fornecedora de matéria-prima está organizada para participar do processo de fabricação de embalagens circulares?

Sant’Ana - Estruturamos um ecossistema de inovação para embalagens circulares, o qual é composto por sprints e hackathons para o desenvolvimento soluções, metodologia de design para circularidade, parceria com diversas startups, centro de tecnologia para estudos e análises e uma equipe de especialistas com experiência em criar soluções mais sustentáveis.

Com objetivo de ajudar o mercado a desenvolver embalagens circulares, nossa equipe está focada em criar embalagens 100% recicláveis, reutilizáveis, soluções para refil residencial ou no varejo, otimização do conjunto de embalagens e revisão da jornada do consumidor para torná-la mais circular.

RPS - A Braskem foi pioneira ao produzir polietileno a partir de matéria-prima de fonte renovável como o I'm green™ bio-Based, feito a partir do eteno obtido da cana-de-açúcar. Quais os outros produtos de origem renovável são oferecidos ao mercado?

Sant’Ana - O portfólio atual de I’m green™ bio-based conta com aproximadamente 40 grades nas famílias de PEAD, PEBD e PEBDL, além do EVA e a cera de polietileno. Para solventes também possuímos uma linha de fonte renovável a qual atende outros segmentos de mercado e estamos desenvolvendo novas soluções, as quais serão comunicadas ao mercado em momento oportuno.

Adicionalmente, temos uma linha de produtos produzidos a partir de plástico pós-consumo, I’m green recycled™, que já tem em seu portfólio polietileno e polipropileno.

RPS - Como está sendo feita essa transição na relação com os parceiros, desde designers, engenheiros, fabricantes de máquinas, transformadores de plástico e fabricantes de produtos? Qual o envolvimento das entidades de classe setoriais como Abiplast, ABRE, Abief, Abiquim, Abimaq e outras?

Sant’Ana - A atuação em Economia Circular demanda das empresas a ampliação de suas conexões e fortalecimento das existentes. A Braskem sempre teve contato muito próximos de seus clientes, parceiros e das associações e, nos últimos anos, tem se aproximado de engenheiros de embalagem, designers, agências, startups e cooperativas e recicladores. A proximidade com estes atores os quais tínhamos pouco contato, agora nos permite atuar de forma sistêmica e, trazer mais valor a nossos clientes e entregar ao mercado soluções reais e mais sustentáveis.

RPS -  Como o tema é amplo, algo importante a acrescentar?

Sant’Ana - Com o objetivo de ajudar as empresas a alcançarem suas metas de sustentabilidade em embalagens para os próximos anos, a Braskem montou uma equipe com experts de embalagem em Economia Circular e criou um ecossistema de inovação, voltado a desenvolver com seus parceiros soluções mais sustentáveis.

Esse é um serviço aberto para empresas de qualquer tamanho ou segmento que estejam engajadas com o desenvolvimento de embalagens mais circulares.

Para saber mais acesse: www.braskem.com.br/embalagenscirculares

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