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ARTIGO - A prática sustentável dentro das empresas

5 de junho de 2021
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*Francielo Fardo

Nos últimos tempos temos nos deparado com muitas notícias sobre o desrespeito ao Meio Ambiente em todo o Globo. De fato, essas ações causadas pelo homem, têm ocasionado impactos preocupantes no clima, no derretimento das calotas polares, na extinção de espécies da fauna e flora e consequentemente gerando desequilíbrio ambiental.
Embora as notícias estejam frente aos olhos para quem quiser ver, é fato também que vivemos sim um período em que se discute mais as causas relacionadas ao Meio Ambiente. Muitas iniciativas, principalmente encabeçadas pelo setor privado há anos vêm sendo aperfeiçoadas e hoje já nos permitem trazer soluções aplicáveis, de forma concreta em nossas estruturas empresariais.
Digo isso por causa própria. Há 30 anos minha família administra uma empresa, que atua na transformação do plástico. E já há muitos anos sempre se buscou na estrutura trazer soluções modernas visando atender a necessidade de utilização do plástico pela sociedade, aliado a proteção ambiental. Assim, muitas linhas de masterbatches (produto base para o plástico) foram criadas com essa concepção.
Mas precisávamos de mais e queremos sempre mais. A tecnologia hoje existente, nos aguça a alcançar novos voos. Em 2020, mesmo com o cenário pandêmico instalado no mundo, tiramos um projeto ousado do papel. Revora é o nome dele, do anagrama, árvore.
Por quase um ano, profissionais de diferentes áreas da companhia se debruçaram em um projeto que pudesse ter a pegada sustentável em cadeia circular, utilizando dos recursos que já tínhamos em nossa estrutura.
A ideia estava centrada em criar ações e linhas de produtos que remetessem a economia de recursos incluindo matéria-prima, energia elétrica, formatos que prolonguem o tempo de vida útil de peças finais entre outros. Neste projeto, a intenção é quebrar paradigmas de conceitos ou de preconceitos de que o maior vilão do Meio Ambiente é o plástico.
Na realidade, o plástico é uma alternativa segura, econômica e amigável com o Meio Ambiente. Porém, precisamos ser inteligentes, persistentes e usar da tecnologia para oferecer soluções alinhadas a necessidade de preservar o planeta. E isso depende também do esforço de cada grupo ou pessoa que se relaciona na cadeia de transformação do plástico.
Para que se pudesse chegar com essa linha foi necessário repensar o entendimento da cultura da empresa com processos, produtos e ações sustentáveis, agregando valor a produtos e tecnologias que auxiliam clientes em seus processos, possibilitando torná-los sustentáveis também.
Hoje, já em plena funcionalidade, se tivermos que fotografar um produto da marca Revora materializado, ele apareceria na imagem de um concentrado de cor ou aditivo na forma líquida, granulada ou pó. Porém, essa imagem corresponderia a apenas um dos lados do prisma.
A marca vai além do material palpável. É um conceito que envolve primeiramente a maturidade do público interno para pensar juntos soluções ambientalmente sustentáveis, passa por uma maturidade empresarial em seguir este conceito como prática.
O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta data de 5 de junho, é um convite para pensarmos em soluções práticas e palpáveis. Tenho a certeza de que todas as empresas brasileiras têm esse potencial. A questão está em se voltar ao tema e buscar oportunidades e soluções que realmente agreguem a causa ambiental para darmos nossa valiosa contribuição para um mundo mais sustentável no agora e para as gerações futuras.
*Francielo Fardo é Diretor Superintendente da Colofix Masterbatches

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