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BNDES financia centrais de tratamento de resíduos sólidos no RS

10 de janeiro de 2019
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A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 34 milhões à CRVR Riograndense de Valorização de Resíduos para ações relativas à gestão de resíduos sólidos urbanos no Estado do Rio Grande do Sul. O apoio do BNDES corresponde a 80% do valor total do investimento no projeto de R$ 42,5 milhões.

O projeto inclui ações para ampliar as Centrais de Tratamento de Resíduos Sólidos (CTRS) de Minas do Leão, Santa Maria, São Leopoldo e Giruá; implantar CTRS em Victor Graeff; implantar Estação de Tratamento de Lixiviado (chorume) na CTRS de Minas do Leão; e implantar Estação de Transbordo em Tramandaí, no Estado do Rio Grande do Sul.A CRVR estima atingir, com a conclusão de todas as fases previstas na operação, a destinação total de 4,2 milhões de toneladas de resíduos sólidos compactados de classe II (considerados não perigosos).

As intervenções previstas no projeto da empresa alinham-se aos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei n° 12.305/2010, que estabelece diretrizes relativas à gestão dos resíduos sólidos, entre elas a obrigação de disposição final ambientalmente adequada de rejeitos em aterros sanitários e o fechamento dos chamados lixões. Ou seja, ao observar normas operacionais específicas esses aterros evitam riscos à saúde pública e à segurança e minimizam os impactos ambientais adversos.

As externalidades relativas ao meio ambiente ocorrem tanto pela diminuição do risco de contaminação de solos e bacias hidrográficas, devido à impermeabilização das células do aterro, quanto pela redução da emissão de gases de efeito estufa, uma vez que o biogás produzido no aterro é queimado em flares (tochas) ou utilizado na produção de energia elétrica.

Mercado – No Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) de 2017, o índice de cobertura de coleta de resíduos sólidos urbanos (RSU) foi de 91,2%, resultado superior à média dos países latino-americanos e dos países de renda média-alta (conforme dados do Banco Mundial).

Em contrapartida, a disposição final de RSU em aterros sanitários, considerada a destinação mais adequada, alcançou somente 59,1% do total de RSU coletado no Brasil, sendo um pouco mais alto (70,2%) no Rio Grande do Sul, Estado de atuação da CRVR. Contudo, mesmo após a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, os municípios têm encontrado dificuldades para cumprir suas obrigações (fechamento de lixões, por exemplo), o que abriu espaço para a atuação da iniciativa privada na gestão de RSU.

A empresa

A CRVR Riograndense de Valorização de Resíduos Ltda é a maior administradora de aterros sanitários do Estado do Rio Grande do Sul, responsável pelo tratamento de cerca de dois terços dos resíduos sólidos urbanos do Estado, provenientes de mais de 300 municípios. A Companhia administra cinco aterros sanitários no Estado, com capacidade conjunta de disposição de 6.700 toneladas diárias de resíduos sólidos.

A empresa integra o grupo econômico Solví que atua nos segmentos de Resíduos Sólidos (públicos e privados), Saneamento e Valorização Energética. Com cerca de 18 mil empregados, a Solví possui unidades em mais de 130 municípios de 15 estados brasileiros, além de outras cidades na Argentina, Bolívia e Peru.

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