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Liderança feminina na indústria

8 de março de 2022
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Alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas está na pauta da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Essa meta, que também se estende para o mercado de trabalho e a participação de mulheres em cargos de liderança, deixa claro que ainda há muito trabalho a ser feito nos próximos oito anos. Segundo levantamento feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com base em dados de 2019, apenas 39,4% de mulheres estão em cargos de liderança no Brasil. 

Para que esse cenário mude e mulheres conquistem e protagonizem em diferentes cargos, é essencial que as empresas adotem mudanças estruturais e culturais que envolvam toda a organização. Para isso, essa iniciativa deve vir essencialmente dos líderes, através do desenvolvimento de objetivos e metas internas. 

Embora seja um processo a longo prazo e que ainda precise de muitas melhorias, felizmente podemos contar com grandes profissionais atuando em cargos de liderança e que trazem, além de um novo olhar para o mercado de trabalho, incentivo e determinação. 

Com mais de 15 anos de experiência trabalhando em multinacionais como Mann Hummel e AVK,  Roberta Bosignoli assumiu em 2018 o cargo de Gerente de Operações e de Desenvolvimento de Negócios da EquipNet, uma multinacional norte americana que é referência mundial na gestão de compra e venda de equipamentos industriais usados, e desde então vem elaborando ações e estratégias que se tornaram grandes cases de sucesso.

“Foram anos de dedicação e profissionalização até assumir o cargo de liderança, uma conquista enorme em minha carreira. Ainda existem muitos obstáculos nessa caminhada, por isso é extremamente importante incentivar e oferecer ferramentas e oportunidades para que as mulheres continuem conquistando novos espaços e todos reconheçam a importância da presença feminina em todos os âmbitos e cargos”, ressalta.

Mulheres no setor plástico

De acordo com o relatório Diversity Matters: Latin America, da McKinsey&Company, uma empresa mais diversa tem performance financeira 20% melhor do que companhias que não priorizam políticas de diversidade. Segundo o estudo, isso acontece porque uma empresa mais igualitária resulta em funcionários mais satisfeitos e que performam melhor. No Brasil, apenas 37,4% dos mais diversos cargos de liderança são ocupados por mulheres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o relatório Mulheres Na Liderança 2020, da Women in Leadership in latin America (WILL), apenas 25% das mulheres entrevistadas responderam que acreditam que a empresa em que trabalham atingiu a igualdade de gênero. Esse peso também é sentido dentro da cadeia de transformação de plástico.
Fernanda Maluf, uma das coordenadoras do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), concorda com o ponto central do relatório da McKinsey&Company, pois percebe o efeito dentro da indústria de transformação do plástico. "É possível ver, na prática, como empresas do setor que são mais diversas, principalmente com maior presença feminina, têm melhores resultados", afirma.
Atual vice-presidente da área de vinílicos e especialidades da Braskem, Isabel Figueiredo afirma que, hoje, há uma mudança muito relevante na indústria. Há mais de 19 anos na empresa, ela já ocupou cargos de liderança em diferentes empresas da indústria da transformação e foi a primeira mulher diretora da Braskem.  "O mais bacana disso é que me permitiu abrir as portas para outras mulheres", comenta.
Quando começou sua carreira, a executiva conta que as lideranças masculinas ficavam surpresas ao vê-la em uma posição de gerência, especialmente em viagens internacionais. "Quando fui ao Japão, olhavam para meu cartão de visitas e ficavam surpresos, diziam que lá não existia gerente mulher. E eu respondia 'pois é, mas no Brasil existe e o senhor vai precisar falar comigo para poder fechar negócio'.
Apesar desses curiosos episódios, Isabel acredita que ser mulher nunca foi um impeditivo para sua vida profissional. Mas admite que, às vezes, foi necessário se impor e não abaixar a cabeça. "Eu trato todo mundo com muito respeito, mas quando é necessário, eu sei me impor com muita firmeza, e acho que isso também ajudou na minha ascensão profissional", declara.

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