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A Polo Films, empresa que produz insumos para embalagens plásticas, como as de salgadinhos, sabonetes e biscoitos, acaba de lançar o filme de Polipropileno Biorientado (BOPP) que combate a proliferação de microrganismos. Assim, se converte em uma solução que traz mais segurança para o consumidor, podendo aumentar o tempo de prateleira dos produtos e reduzindo a contaminação cruzada por contato. Chamada de FlexProtec, a linha recebe um aditivo que utiliza nanotecnologia de íons de prata para combater microrganismos como bactérias, vírus e fungos.

O FlexProtec foi testado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) - instituição pública de ensino, pesquisa e prestação de serviços - e obteve redução do coronavírus de 99,5% em 40 minutos de contato. Isto significa uma importante proteção para a sociedade em uma época de pandemia. Segundo a pesquisadora responsável pelo parecer técnico da ação do FlexProtec, a professora Rejane Grotto, o tempo de redução da quantidade viral no contato com o produto é eficaz para ajudar no combate ao coronavírus. "Supondo que uma pessoa tenha espirrado na mão e, em seguida, tocado no produto, os vírus que ficaram na embalagem irão ser reduzidos em 99,5% em 40 minutos, sendo que, nos primeiros 10 minutos, a diminuição já é de 92,6%", esclarece a pesquisadora, que atua como docente na graduação e pós-graduação da instituição, com pós-doutorado no âmbito da Fisiopatologia em Clínica Médica, pela Unesp.

Além da proteção viral, o produto também reduz a proliferação de bactérias e fungos, responsáveis por acelerar a degradação e o desperdício de alimentos, uma preocupação global. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAO, no âmbito mundial, entre um quarto e um terço dos alimentos produzidos anualmente para o consumo humano se perde ou é desperdiçado. Isso equivale a cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos, o que inclui 30% dos cereais, entre 40% e 50% das raízes, frutas, hortaliças e sementes oleaginosas, 20% da carne e produtos lácteos e 35% dos peixes. A FAO calcula que esses alimentos seriam suficientes para alimentar dois bilhões de pessoas.

Por isso, com o propósito de aumentar a segurança das embalagens, o FlexProtec foi desenvolvido para agir também sobre outros organismos. Conforme testes da Unesp, a redução comprovada diante das bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli, responsáveis por causar infecções de pele e intestinais respectivamente, chega a 99,99% em 24 horas. O Coronavírus Canino também foi testado e apresentou diminuição de 99% em 10 minutos e de 99,68% em 30 minutos de contato.

A Polo Films, com mais de 40 anos no mercado, localizada em Montenegro (RS), produz anualmente 60 mil toneladas Filmes de Polipropileno Biorientado. Seus principais clientes estão na indústria de alimentos, higiene, limpeza, beleza e bebidas.

Sem dúvida a pandemia acelerou algumas tendências de consumo que vinham sendo percebidas, entre elas alimentos prontos oferecidos no varejo tradicional e no e-commerce. E neste segmento, um dos itens que cresce de forma animadora é a categoria FLV (frutas, legumes e vegetais) prontos para o consumo.

​Atenta a este movimento do mercado, a Salada La Vita lançou em maio deste ano uma linha pronta para o consumo em uma embalagem igualmente inovadora: uma bandeja APET (poliéster amorfo) com tampa feita com um filme de poliéster (PET) selável e de fácil abertura (easy open). “A solução vai ao encontro dessa necessidade crescente do varejo e do e-commerce de oferecer saladas para consumo on the go (em movimento), com total conveniência e funcionalidade”, explica José Ricardo Sorbile, Gerente Nacional de Vendas da Terphane.

Mas a solução só foi possível graças ao filme PET da Terphane (www.terphane.com), líder neste segmento na América Latina e um importante player global. O filme escolhido para a tampa da embalagem foi o da linha Sealphane®. Entre seus atributos, destaque para a selagem automática que garante eficiência e rapidez ao processo, além de evitar perdas de produto e diminuir o risco de contaminação pela manipulação. A tampa é totalmente transparente, permitindo a clara visualização do produto já que o filme possui tratamento antifog (anti embaçamento).

Como reforçou o porta-voz Nick Kramer - Diretor Industrial da empresa La Vita, “após diversos testes, o filme da Terphane se mostrou ideal para atender às necessidades de nosso produto, a salada fresca. Além de manter as propriedades dos alimentos inalteradas, o atributo do antifog permitiu melhorar a apresentação no PDV, garantindo uma exposição adequada e ganho de competitividade.”.

Esta embalagem também permite que a bandeja selada seja empilhada durante o manuseio e distribuição, garantindo otimização logística e economia de espaço no transporte e na armazenagem. Ela também possibilita a apresentação do produto nas posições vertical ou horizontal na gôndola (PDV).

“Toda a solução está alinhada a um outro conceito bastante importante nos dias atuais, a segurança alimentar (food safety). A embalagem pode conter diversos compartimentos, igualmente selados, e que possibilitam separar proteína, cereais e molho, mantendo o frescor de cada item e aumentando sua vida de prateleira (shelf life)”, explica Sorbile. Segundo ele, a embalagem também pode ser refrigerada e o filme permite a selagem até 210ºC, sem deformação.

O lançamento da Salada La Vita também se destaca pela sustentabilidade da embalagem: ela é mono material – bandeja e tampa de poliéster – e reciclável. Além disso, o filme PET utilizado tem apenas 25µm e não atinge nem 1g por embalagem de salada; um peso muito menor quando comparado ao de uma tampa rígida. Isto contribui para gerar um volume menor de lixo. “O conjunto destaca a marca e o produto no PDV e aumenta sua competitividade pelo caráter inovador e adequado ao novo canal do e-commerce”, conclui José Ricardo Sorbile.

A Unipac, empresa do Grupo Jacto e considerada uma das indústrias de transformação de polímeros mais tecnificadas e completas do país, inicia as operações de uma nova tecnologia instalada em sua unidade fabril localizada em Limeira (SP). Trata-se do uso do tratamento a plasma, também conhecido como “o quarto estado da matéria”, em que gases e vapores são excitados eletronicamente e se tornam altamente reativos, processo que forma uma camada de barreira na parte interna das embalagens plásticas, com o objetivo de evitar a migração de solventes e a perda de ingredientes ativos.

Aplicação

Esta inovação, inicialmente, atenderá o mercado de defensivos agrícolas. O processo de deposição química via plasma poderá ser utilizado nas embalagens de alta performance de 5 a 20 litros, desenvolvidas e produzidas pela Unipac, garantindo a segurança e a integridade dos defensivos agrícolas desde o envase até a sua utilização no campo. O uso para este tipo de aplicação é algo inédito no Brasil e favorece o caráter sustentável, se comparado a outras tecnologias de barreira convencionais, indo ao encontro dos valores defendidos pela empresa. Além dos benefícios técnicos, essa nova tecnologia é uma alternativa ambientalmente amigável, uma vez que utiliza gases em quantidades extremamente reduzidas, que são consumidos em quase sua totalidade durante o seu tratamento, sem emissão de resíduos sólidos e com baixo potencial de aquecimento global. É um processo estável, com baixas pressões de operação e livre de solventes. Por ser um processo que cria uma camada nanométrica na embalagem monocamada, o produto final é reciclável. Segundo André Silvestre, gerente de Vendas do Segmento Embalagem da Unipac, a empresa detém o domínio da tecnologia de plasma e não dependerá de terceiros para realizar o processo, o que gera redução de custos, agilidade na fabricação, controle de qualidade, vantagens logísticas e de abastecimento, garantido maior segurança para os clientes e contribuindo para reduzir a emissão de poluentes. “Com este investimento, além de ampliar a capacidade de oferta de tecnologia de barreira, desenvolveremos soluções que agregam valor do ponto de vista financeiro, técnico e ambiental”, comenta.

Qualidade certificada

O projeto de introdução da tecnologia de plasma iniciou-se em 2017 e a Unipac realizou um detalhado processo de pesquisa para mapear oportunidades, avaliar a aplicação nas embalagens para defensivos agrícolas e assegurar a segurança durante todo o processo. Foram feitos investimentos em equipamentos, adequações no parque fabril, no laboratório de controle da qualidade, contratação de profissionais, formação de equipes e parcerias estratégicas para garantir competitividade, flexibilidade de produção e de atendimento, e eliminar limitações técnicas. As embalagens que receberão proteção por plasma seguirão rigorosos critérios de qualidade e proteção definidos pela própria Unipac, com base em protocolos baseados em normas internacionais de avaliação de compatibilidade com produtos químicos e em requisitos regulatórios vigentes, a exemplo de outras embalagens com barreira para a mesma finalidade. A tecnologia está homologada e atenderá as regulamentações para acondicionamento e transporte de produtos perigosos. Reconhecida e aplicada internacionalmente, atende às estratégias de empresas sintonizadas com os critérios de sustentabilidade e competitividade. As embalagens de defensivos agrícolas com barreira a plasma deverão ganhar o mercado nos primeiros meses de 2021, pois a empresa já estabeleceu parceria com um importante player desse segmento. Os benefícios da tecnologia permitirão à empresa ampliar os mercados atendidos, no Brasil e no exterior. “Como líderes deste mercado, temos de prover as melhores soluções para nossos parceiros estratégicos, oferecendo uma proposta de valor cada vez mais completa. Esse projeto traz para o Brasil uma das tecnologias mais competitivas da atualidade, proporcionando vantagens aos clientes e mantendo o nosso compromisso com a inovação e responsabilidade socioambiental”, observa Silvestre.

Portfólio variado

Com a nova tecnologia, as embalagens da Unipac passarão a contar com as tecnologias monocamada – manufaturadas somente com um tipo de material –, e de barreira – própria para uso nas classes de produtos à base de solvente químico incompatíveis com a monocamada –, disponível nas versões Coex (revestimento interno com EVOH -Álcool etileno vinílico - ou Nylon), Fluoretação (barreira por meio de tratamento químico à base de flúor), Nanocompósitos (utilização de nanopartículas como barreira), e agora Plasma. O portfólio completo de produtos inclui desde frascos de 250 ml até embalagens de 20 litros, além de tampas auto lacráveis, para maior segurança do produto durante o fluxo logístico. A empresa tem capacidade para projetar conjuntos completos – embalagem e tampa – dentro nas normas vigentes no Brasil e no mundo.

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