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A Braskem, alinhada à sua estratégia de inovação e desenvolvimento sustentável, tem buscado cada vez mais investir em pesquisas e tecnologias que facilitem o processo de reciclagem mecânica e avançada de embalagens multicamadas, ou seja, em que há muitas camadas de diferentes tipos de materiais, inclusive plásticos, em sua composição. 

Diante disso, a companhia se uniu à Case Western Reverse University (CWRU), MH&R, SANDIA National Lab, Lawrence Livermore National Lab e P&G, nos EUA, para desenvolver uma nova forma de separar os componentes desse tipo de embalagem. Conhecida como Mechanical Chemical Hybrid Process (em tradução livre, Processo Híbrido de Reciclagem Química e Mecânica), a iniciativa propõe um processo de abordagem inovativa e disruptiva para solucionar um desafio atual da indústria: criar alternativas para reciclar as embalagens multicamadas, uma vez que seus elementos são mais difíceis de serem separados e reciclados pelos meios tradicionais.

O projeto está em fase de desenvolvimento e a contribuição da Braskem consiste em levar seu know-how em poliolefinas e processamento de polímeros junto aos parceiros, possibilitando, assim, o avanço das pesquisas. “A Braskem está constantemente investindo em novas tecnologias para aperfeiçoar a reciclagem mecânica e avançada e, por isso, acreditamos que podemos contribuir muito com o crescimento do projeto, que é diferente de tudo o que existe no mercado”, declara Antonio Queiroz, vice-presidente de Inovação & Tecnologia da Braskem.

A iniciativa está diretamente ligada às metas da Braskem de ampliar seu portfólio de soluções sustentáveis para incluir, até 2025, 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado e, até 2030, 1 milhão de toneladas destes produtos. “É um compromisso estabelecido pela companhia e que incentiva a busca por novas tecnologias que facilitem o retorno dos resíduos plásticos para a cadeia e a transformação em novos produtos visando a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. Essa iniciativa está totalmente alinhada com a nossa estratégia global de inovação e desenvolvimento sustentável, focando na eliminação de resíduos plásticos e na promoção da economia circular”, completa.

Apesar de ser uma solução de engenharia avançada e muito importante para garantir a vida útil de alimentos e outros produtos, as embalagens multicamadas geram desafios de sustentabilidade, pois diminuem as propriedades mecânicas e óticas do processo de reciclagem mecânica tradicional. Já na reciclagem química avançada, esses resíduos contêm a presença de oxigênio em sua composição, o que dificulta a quebra de suas moléculas, processo necessário para transformá-los em insumos para a produção de novos plásticos e produtos químicos.

A ideia do projeto surgiu em 2018, mas foi em 2020 que a equipe de Inovação & Tecnologia da Braskem junto com a equipe do professor Dr. João Maia, responsável por Ciências e Engenharia Macromolecular da Case Western Reserve University, em Cleveland, Ohio, submeteram a iniciativa a um edital do Departamento de Energia dos EUA. O projeto foi aprovado e a universidade recebeu um investimento de mais de 2 milhões de dólares para estudos mais profundos que permitirão entender a viabilidade prática e o possível escalonamento da tecnologia. 

 “Hoje em dia não há uma solução tecnológica melhor do que as embalagens multicamadas, onde conseguimos garantir propriedades únicas de conservação e transporte de alimentos. Esses materiais, no entanto, nos geram o desafio de devolvê-los para a cadeia produtiva após sua utilização. Com o apoio da Braskem, junto de seu pioneirismo na indústria química e incentivo à economia circular, conseguimos viabilizar o estudo, no que diz respeito à reciclagem das embalagens multicamadas. Além disso, o processo desenhado permite a geração de uma poliolefina de alta pureza, assim como a possibilidade de adequação em reciclagens mecânicas usuais. Ou seja, traçamos um caminho para a popularização do processo”, pontua o professor Dr. Maia.  

Por dentro da tecnologia

De modo geral, as embalagens multicamadas são compostas por 80% de resinas poliolefínicas – como polietileno (PE) e polipropileno (PP) – e 20% de resinas não poliolefínicas – como o politereftalato de etileno (PET), poliamida (PA) e copolímero de etileno e álcool vinílico (EVOH) – para agregar funcionalidades como aspecto (brilho, melhor impressão, entre outros) e barreira à gases, principalmente o oxigênio, por meio do uso de camadas, o que garante a conservação do produto inserido dentro delas.

Por meio da tecnologia, a Braskem e seus parceiros conseguirão separar ambas as camadas (poliolefínicas e não poliolefínicas) permitindo inseri-las adequadamente na reciclagem mecânica ou avançada. Este processo funciona da seguinte maneira: dentro de uma máquina, denominada extrusora reativa (nº 1 na imagem), as embalagens são fundidas a altas temperaturas e submetidas a diferentes processos químicos que possibilitem a remoção das camadas não poliolefínicas. 

O produto resultante dessa primeira etapa (camadas poliolefínicas) é enviado para a reciclagem mecânica (nº 2) e pode ser submetido a um segundo processo de extrusão reativa (nº 4), no qual, a temperaturas de até 350°C, se transformará em ceras ou óleos cujas moléculas podem ser quebradas e reagrupadas a fim de se tornarem novas resinas para uso industrial.

Já o insumo não poliolefínico, também recuperado na primeira fase, vai para a repolimerização (nº 3), processo do qual se torna um polímero novamente, atingindo assim a circularidade, ou seja, também se tornando matéria-prima para desenvolvimento de um novo produto. 

A Braskem registrou um lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre de 2022, 56% superior ao registrado nos três primeiros meses de 2021 e 632% acima do trimestre anterior. A receita líquida de vendas alcançou R$ 26,7 bilhões no trimestre, 18% maior do que no mesmo período do ano passado, e o Ebitda Recorrente foi de R$ 4,9 bilhões, 30% inferior ao primeiro trimestre do ano passado. A alavancagem corporativa, medida relação dívida líquida/Ebitda Recorrente em dólares, encerrou o trimestre em 1,0x, enquanto a posição de caixa ficou em US$ 1,8 bilhão, patamar que garante a cobertura dos vencimentos de dívida pelos próximos 69 meses, não considerando o a linha de crédito rotativo internacional disponível até 2026.

“Apesar da volatilidade do cenário no período por causa das tensões geopolíticas, a Braskem apresentou no trimestre um bom resultado, em função da estratégia de diversificação de matéria-prima e de geografias que implementou na última década. Com isso, a Companhia se tornou uma empresa mais resiliente a essas variações de mercado”, afirma Roberto Simões, presidente da Braskem.

Em maio, foi realizado o pagamento de dividendos de R$ 1,35 bilhão, com base no resultado do exercício de 2021. Somados aos R$ 6 bilhões pagos em antecipação em dezembro, o total de dividendos foi de 7,35 bilhões, ou seja, 77,5% do lucro líquido ajustado do ano passado.

O início do ano foi marcado por sucessivos destaques socioambientais. Um deles foi a implementação do Conselho Consultivo de Desenvolvimento Sustentável, que apoiará as estratégias de combate às mudanças climáticas. O Conselho é formado por quatro especialistas independentes selecionados com base em suas experiências e diversidade de perfis. Esse conselho externo tem como objetivo vai auxiliar o Comitê Global de Desenvolvimento Sustentável, composto pelos executivos da Companhia, no direcionamento das suas estratégias para 2030 e 2050. 

A Companhia tem como principais “avenidas de crescimento” a expansão dos negócios de renováveis e de reciclagem e a melhoria da produtividade dos ativos existentes. Seguindo essa estratégia, o ano já registra marcos importantes na frente de expansão dos negócios de renováveis e reciclagem.

Hoje, a Braskem anuncia a assinatura de contrato de uma joint venture nos Países Baixos com a Terra Circular. A joint venture vai utilizar uma tecnologia inovadora para converter resíduo plástico de baixa qualidade em artigos finais. A capacidade de reciclagem do empreendimento é de 23 mil toneladas por ano de resíduos plásticos mistos em peças moldadas por compressão (placas para uso em construção e paletes). Uma vez atendidas as condições precedentes, a Braskem se tornará controladora da joint venture, com a possibilidade de estender o uso da tecnologia para outras regiões. 

Em março, foi inaugurada a primeira linha de reciclagem mecânica do Brasil em Indaiatuba (SP). O projeto é fruto da parceria com a Valoren, empresa desenvolvedora de tecnologia e gestora de resíduos para transformação em produtos reciclados. A expectativa é de que sejam produzidas 14 mil toneladas de resina de alta qualidade a partir da reciclagem de 250 milhões de embalagens pós-consumo feitas de polietileno e polipropileno. Essa resina será reutilizada como matéria-prima na indústria de transformação.

No mesmo mês, a Braskem anunciou a assinatura do contrato de cooperação com a Sojitz Corporation para constituição de uma joint venture para a produção e comercialização de bio-MEG (monoetilenoglicol) e bio-MPG (monopropileno glicol), condicionados à conclusão do desenvolvimento da tecnologia. O plano de negócios da joint venture prevê na primeira fase investimentos para implementação de três plantas industriais, condicionados à conclusão do desenvolvimento da tecnologia, a qual contará com o apoio e a expertise da dinamarquesa Haldor Topsoe.

Em abril, a Braskem anunciou a assinatura do segundo contrato com a EDF Renewables América Latina para a compra de energia eólica, que viabilizará a construção de um novo complexo localizado no sudoeste da Bahia. Com expectativa de iniciar as operações em 2024, o novo complexo eólico abastecerá as operações da Braskem com energia renovável durante 20 anos. 

Além disso, a Braskem adquiriu uma participação acionária minoritária nas geradoras de energia eólica Ventos de Santa Amélia e Ventos de Santo Abelardo, ambas controladas pelo FIP Salus do grupo Casa dos Ventos, inserindo a Companhia no regime de autoprodução de energia renovável.

Nos Estados Unidos, a Braskem adquiriu participação acionária minoritária na Nexus Circular, empresa que atua em reciclagem avançada que converte plásticos destinados a aterros sanitários em matérias-primas circulares, usadas na produção de plásticos virgens sustentáveis.

Alagoas

Em Alagoas, a Braskem continua avançando na implementação do Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação, que é fruto do acordo entre a Braskem e autoridades alagoanas para o atendimento da população afetada pelo fenômeno geológico em Maceió.

Até maio, mais de 14 mil imóveis já foram desocupados, ultrapassando 97% da área definida pela Defesa Civil. Mais de 13 mil propostas de indenização foram apresentadas, com 99,5% de aceitação. Dessas, 10,2 mil indenizações já foram pagas, num total de R$ 2,18 bilhões entre indenizações e auxílios financeiros. Mais de 3,4 mil propostas de compensação foram apresentadas para comerciantes e empresários. 

A Companhia vem atuando proativamente em todas as dimensões relativas a Alagoas e cumprindo integralmente os compromissos assumidos, ressaltando ainda: conclusão do diagnóstico ambiental da área e avanço significativo no diagnóstico social; conclusão do Plano de Mobilidade Urbana e início das ações previsto para o próximo trimestre; início das obras de demolição da encosta do Mutange; e seguimento no plano de fechamento dos poços de sal.

A Braskem, líder de mercado e pioneira na produção de biopolímeros em escala industrial, recebeu a Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono (ISCC Plus, na sigla em inglês) para uso de matérias-primas circulares e/ou renováveis na produção de resinas e químicos em suas unidades industriais do Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia.

A partir de agora, essas plantas poderão utilizar matérias-primas alternativas em seus processos produtivos. Entre essas possibilidades de insumos está o óleo de pirólise ou óleo circular –produzido a partir da pirólise,processo químico que quebra as moléculas dos resíduos plásticos a partir do calor –que será utilizado como matéria-prima circular nas plantas da Braskem para produção de novos químicos e polímeros.

A conquista da certificação integra os esforços da Braskem pela eliminação de resíduos plásticos. A companhia ampliará seu portfólio de produtos reciclados para incluir 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado até 2025 e 1 milhão de toneladas desses produtos até 2030. Pretende, também neste prazo, eliminar 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos que seriam enviados para incineração, aterros, ou depositados no meio ambiente. Além das plantas situadas em Camaçari, o escritório na Filadélfia, nos Estados Unidos, e a planta de químicos intermediários em São Paulo também foram certificados pela primeira vez.

O documento também representa a continuidade e expansão da permissão concedida à Braskem para avançar na produção e venda dos produtos industriais a partir de matéria-prima circular. Em 2021, as unidades no Polo Petroquímico do Grande ABC, no estado de São Paulo, e no Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul, também passaram pelas auditorias e mantiveram seus certificados.

“A partir dessa chancela é possível atribuir conteúdo renovável ou circular para qualquer produto oriundo dessas unidades e que sejam produzidos a partir de matérias-primas não convencionais”, explica Luiz Falcon, responsável pela plataforma de Reciclagem da Braskem. “Anteriormente, a necessidade era focada na cana-de-açúcar por conta do PE (polietileno) e EVA (Etileno Acetato de Vinila). Agora, por meio dessa expansão da certificação, será possível incluir na lista de processos outros tipos de matérias-primas, como as circulares, que serão transformados em novas resinas ou químicos”.

Outra conquista importante para a Braskem foi a certificação ICSS Plus para a produção da Cera I’m green™ bio-based, que é desenvolvida a partir do polietileno (PE) renovável. “Com a certificação garantimos que a fonte utilizada no produto é de origem renovável, zelando assim pela transparência e responsabilidade, além do compromisso com a sustentabilidade para nossos parceiros e clientes”, diz Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis e Especialidades da Braskem.

A conquista da certificação ISCC Plus está alinhada com a estratégia de diversificação de matéria-prima renovável da Braskem e os macro objetivos da empresa para ampliar o conceito de economia circular na cadeia do plástico e se tornar uma empresa carbono neutro até 2050.

Fonte: Moglia Comunicação

De 08 a 11 de março a Araforros, uma das maiores fabricantes de perfis de PVC no Brasil, apresenta na Expo Revestir 2022 a marca Painel Vinílico, linha para revestimento de paredes em ambientes de alto padrão. Desenvolvida após o sucesso da linha Teto Vinílico, lançado em 2020, o produto foi criado em parceria com a Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas.

As placas oferecem um revestimento leve, de fácil instalação, e que proporciona uma obra rápida, prática e limpa. O produto é resistente a mofo e fungos, não necessita de manutenção e apresenta várias padronagens em design moderno.

De acordo com a Araforros, o Painel Vinílico visa revolucionar o setor de revestimentos e acabamentos especiais para construção civil, arquitetura e decoração: “Hoje, sendo um dos principais fabricantes de Forros, Portas Sanfonadas e Telhas de PVC no Brasil, posso dizer que a nossa empresa está preparada para os novos ciclos econômicos. Nos últimos anos, visando dar uma resposta às necessidades e oportunidades dos mercados nacional e internacional, investimos forte em design, tecnologia, e na capacitação de pessoas. Tudo isso pois acreditamos que desenvolver soluções a partir de inovação está em nosso DNA”, afirma Leopoldo Beserra, Diretor Presidente da Araforros.

Segundo a Braskem, a parceria faz parte de uma estratégia da companhia que tem como foco a colaboração com os clientes e parceiros. "Com uma tecnologia de impressão digital em alta definição, a Araforros diversifica em mercados de acabamento finos, trazendo sustentabilidade e tecnologia para o mercado de decoração. É preciso estar perto dos Clientes para entender as reais necessidades de cada mercado e assim pensarmos juntos em novas soluções. Dessa forma, aprimoramos nossos processos produtivos e contribuímos como o desenvolvimento dos mercados onde atuamos, visando soluções sustentáveis em mercados premium”, diz Almir Cotias Filho, Diretor da Unidade de Vinílicos na Braskem.

A Expo Revestir 2022 será realizada em São Paulo (SP), no Transamérica Expo Center. As soluções Teto e Painel Vinílico podem ser conhecidas no estande 416 – pavilhão G.

No momento em que a sociedade debate sobre reciclagem, Economia Circular e sustentabilidade, a Braskem, maior petroquímica das Américas, ressalta seu compromisso com o Desenvolvimento de Embalagens Circulares. A revista Plástico Sul, em sintonia com esse assunto, procurou saber quais as estratégias da Braskem para desenvolver suas metas de sustentabilidade em embalagens. Fábio de André Sant'Ana, Especialista em Desenvolvimento de Mercado, apresenta de forma sucinta como o mercado se adapta aos novos conceitos e o importante papel da Braskem como fornecedora de matérias-primas e condutora de um processo de inovador.

Revista Plástico Sul - O conceito de design circular é relativamente novo. Como surgiu e qual o seu papel no desenho industrial para a economia circular, que considera o lixo um erro de design?

Fábio de André Sant’Ana - Temos reparado que o briefing dos projetos tem mudado e isso leva o design a ter que repensar sua forma de atuação. Os requisitos de um produto giravam apenas em torno de garantir que ele tenha custo adequado, bom desempenho fabril, fosse atrativo na gondola e proporcionasse incrível experiência de compra e consumo. A grande mudança que temos observado é a inclusão de sustentabilidade neste contexto e isso torna o desenvolvimento mais desafiador.

Se considerarmos que no briefing de economia linear não se pensava no pós-consumo, o design atendia plenamente os requisitos do projeto, assim, entendo que o lixo é um erro de briefing, onde todos os envolvidos, não apenas o design e os designers, foram responsáveis por sua criação.

Com este novo conjunto de requisitos para um projeto e em um cenário pouco explorado até então, acreditamos que há muita oportunidade para inovação, pois será necessário redesenhar diversos produtos, serviços e, em alguns casos, o modelo de negócio.

RPS - Em síntese, como funciona o processo de fabricação de embalagens circulares e como se diferencia do sistema linear ou tradicional?

Sant’Ana - No desenvolvimento de uma embalagem do sistema linear, é necessário pensar da extração da matéria prima até o momento de compra e uso pelo consumidor, porém, uma embalagem com olhar de economia circular precisa ter um olhar sistêmico. Isso quer dizer que é necessário ampliar o olhar, entender a jornada do consumidor de uso e descarte e conhecer as soluções após o consumo.

Se o consumidor descarta uma embalagem no cesto de lixo do banheiro, ele, muitas vezes sem saber, está enviando aquela embalagem para um aterro sanitário. Isso quer dizer que o design circular precisa redesenhar a solução de forma a influenciar o consumidor a mudar seus hábitos, mas trazendo uma experiência melhor, positiva e sem reduzir sua conveniência. Passamos por um desafio similar em um projeto de embalagens para cuidados pessoais, chegamos a um resultado muito promissor o qual chegará ao mercado em 2022.

A Economia Circular também nos traz outros 2 olhares muito importantes para as embalagens. O primeiro é o reuso, onde temos a oportunidade de pensar embalagens que possuem ciclos de vida mais longos. Neste sentido, diferentes modelos de refil têm sido testados e ainda há muito o que se evoluir em termos de experiência ao consumidor. O segundo é a reciclagem, onde os produtos precisam ser desenhados de forma que, após seu ciclo de vida, seja destinado de forma correta e que sejam viáveis econômica e tecnicamente recicláveis.

RPS - Como a Braskem, maior petroquímica das Américas e fornecedora de matéria-prima está organizada para participar do processo de fabricação de embalagens circulares?

Sant’Ana - Estruturamos um ecossistema de inovação para embalagens circulares, o qual é composto por sprints e hackathons para o desenvolvimento soluções, metodologia de design para circularidade, parceria com diversas startups, centro de tecnologia para estudos e análises e uma equipe de especialistas com experiência em criar soluções mais sustentáveis.

Com objetivo de ajudar o mercado a desenvolver embalagens circulares, nossa equipe está focada em criar embalagens 100% recicláveis, reutilizáveis, soluções para refil residencial ou no varejo, otimização do conjunto de embalagens e revisão da jornada do consumidor para torná-la mais circular.

RPS - A Braskem foi pioneira ao produzir polietileno a partir de matéria-prima de fonte renovável como o I'm green™ bio-Based, feito a partir do eteno obtido da cana-de-açúcar. Quais os outros produtos de origem renovável são oferecidos ao mercado?

Sant’Ana - O portfólio atual de I’m green™ bio-based conta com aproximadamente 40 grades nas famílias de PEAD, PEBD e PEBDL, além do EVA e a cera de polietileno. Para solventes também possuímos uma linha de fonte renovável a qual atende outros segmentos de mercado e estamos desenvolvendo novas soluções, as quais serão comunicadas ao mercado em momento oportuno.

Adicionalmente, temos uma linha de produtos produzidos a partir de plástico pós-consumo, I’m green recycled™, que já tem em seu portfólio polietileno e polipropileno.

RPS - Como está sendo feita essa transição na relação com os parceiros, desde designers, engenheiros, fabricantes de máquinas, transformadores de plástico e fabricantes de produtos? Qual o envolvimento das entidades de classe setoriais como Abiplast, ABRE, Abief, Abiquim, Abimaq e outras?

Sant’Ana - A atuação em Economia Circular demanda das empresas a ampliação de suas conexões e fortalecimento das existentes. A Braskem sempre teve contato muito próximos de seus clientes, parceiros e das associações e, nos últimos anos, tem se aproximado de engenheiros de embalagem, designers, agências, startups e cooperativas e recicladores. A proximidade com estes atores os quais tínhamos pouco contato, agora nos permite atuar de forma sistêmica e, trazer mais valor a nossos clientes e entregar ao mercado soluções reais e mais sustentáveis.

RPS -  Como o tema é amplo, algo importante a acrescentar?

Sant’Ana - Com o objetivo de ajudar as empresas a alcançarem suas metas de sustentabilidade em embalagens para os próximos anos, a Braskem montou uma equipe com experts de embalagem em Economia Circular e criou um ecossistema de inovação, voltado a desenvolver com seus parceiros soluções mais sustentáveis.

Esse é um serviço aberto para empresas de qualquer tamanho ou segmento que estejam engajadas com o desenvolvimento de embalagens mais circulares.

Para saber mais acesse: www.braskem.com.br/embalagenscirculares

A Braskem e a Innovak, que desenvolve soluções para os mercados de eletroeletrônicos, construção civil e bens de consumo, entre outros, em conjunto com a fabricante de colchões Flex do Brasil, realizaram um estudo pioneiro de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV)* de colchões que contém a tecnologia Zeeflex, produzida pela Innovak à base de espuma de polietileno expandido (PE). 

O estudo, apresentado durante a convenção anual da Flex, mostra que colchões produzidos com a tecnologia de polietileno expandido geram 12% menos impacto ambiental do que os colchões comuns, considerando o desenvolvimento e durabilidade do produto. A análise mostrou ainda que há redução de 36% no uso de água (equivalente a 61 banhos de 15 minutos) durante o processo de produção e queda de 19% nas emissões de carbono (equivalente a um carro médio, movido a gasolina, transportando duas pessoas por aproximadamente 37 quilômetros) durante seu ciclo de vida.  Além disso, o polietileno expandido é um componente 100% reciclável.

A Braskem tem um compromisso muito forte com o desenvolvimento de soluções da química e do plástico que sejam cada vez mais sustentáveis e contribuam para melhorar a vida das pessoas. A parceria com a Innovak e a Flex do Brasil, marcas referências e de qualidade que atuam no mercado de colchões, permitiu à Flex do Brasil oferecer ao mercado colchões que atendem às necessidades dos consumidores causando menor impacto ambiental, através da tecnologia à base de PE, Zeeflex. E esses ganhos ambientais puderam agora ser quantificados nesse estudo conjunto”, declara Yuri Tomina, gerente de Desenvolvimento de Mercado do negócio de embalagens e bens de consumo na Braskem. 

O objetivo da análise realizada é levar conceitos de sustentabilidade para a força de vendas da Innovak e da Flex, contribuindo para direcionar os argumentos durante a comercialização dos produtos pelas marcas, inclusive no que diz respeito ao aumento da eficiência no processo de fabricação e a contribuição para diminuir o impacto ambiental. Além do projeto, elaborado após três anos de estudos e que contou com um time especialista em desenvolvimento sustentável e ACV das empresas, a Braskem também contribuiu para o fornecimento da resina que compõe os colchões com Zeeflex, assim como interações com o fabricante do produto. “Buscamos continuamente pensar e agir de forma sustentável em todas as nossas atividades empresariais, abrangendo desde os processos operacionais e de gestão até serviços, investimentos, relacionamentos e produtos”, afirma Tomina.

Para Francisco Fernandes, diretor da Innovak, o resultado do estudo reflete a sinergia das empresas envolvidas e o compromisso delas com relação à sustentabilidade dentro da indústria. “No nosso mercado, cada vez mais, os clientes demandam por produtos que contenham qualidade, inovação e atributos sustentáveis. Por meio da solução Zeeflex conseguimos atender essas exigências, agregando mais valor aos produtos de nossos clientes e benefícios que se estendem na outra ponta junto ao consumidor final”, diz.

Segundo a Olga Fonseca, diretora de Marketing da Flex do Brasil, 90% dos produtos da empresa já utilizam a tecnologia Zeeflex no fundo dos colchões. “No ano passado, lançamos alguns produtos que utilizam a borda em Zeeflex e hoje avançamos para a oferta de dez tipos de colchão que contam com a tecnologia, tanto no fundo quando nas bordas, agregando mais sustentabilidade. Esses produtos estão crescendo e a expectativa da Flex do Brasil é que, em 2022, cerca de trinta modelos utilizem Zeeflex em sua composição”, destaca.

A Braskem e a EPLAST concluíram a construção do primeiro hospital com o sistema construtivo concreto PVC. Localizado na cidade de Vertentes/PE e com cerca de 2.200 metros quadrados, o espaço utilizou para obra o sistema modular composto por diferentes perfis vazados de PVC, que são acoplados por encaixes “macho e fêmea” e unidos por perfis “chaveta”. Para construções com essa tecnologia, os perfis são encomendados sob medida, de acordo com a necessidade do projeto, e, após instalados no local desejado, são preenchidos com concreto e aço estrutural. 
 
O sistema construtivo concreto PVC oferece inúmeras vantagens, entre elas, reduz em mais de 65%% (ou 2/3) o tempo da obra, se comparado com a alvenaria comum, diminui a necessidade de mão de obra para construção, garante durabilidade elevada e menor necessidade de manutenção, além de oferecer um processo de construção mais limpo por reduzir drasticamente o desperdício de materiais e o volume de resíduos finais. O projeto do hospital de Vertentes, que contou com 60 toneladas dessa inovadora tecnologia para construção da estrutura do prédio, levou apenas 120 dias, incluindo a terraplanagem, para ser concluído. Se fosse construído no modelo tradicional, poderia levar em média um ano para ser finalizado.
 
“O sistema construtivo concreto PVC se destaca pelas inúmeras vantagens que oferece ao processo de obra e ao meio ambiente. Vale ressaltar ainda que o PVC é um material que evita a proliferação de microorganismos, o que torna a esterilização do ambiente mais rápida e efetiva. Todo o time envolvido está honrado por ter participado do projeto do Hospital Municipal de Vertentes por saber que novos leitos foram criados para atender quem precisa, em um momento tão delicado para a saúde pública com a pandemia da covid-19”, explica Almir Cotias, diretor de negócios de Vinílicos na Braskem.
 
Alinhado à estratégia de desenvolvimento sustentável da Braskem, o projeto também traz benefícios ao meio ambiente: redução de 27% no consumo de material, aumento de 75% na economia de água e energia durante a obra, redução de 80% de resíduos finais, além dos perfis de PVC serem recicláveis.
 
”O mercado busca sistemas de construção industrializados, que otimizem os processos, reduzam os resíduos, os custos da obra, mas especialmente os prazos de execução. O sistema Concreto PVC é significativamente mais vantajoso em todos os aspectos quando comparado aos sistemas ditos convencionais e até mesmo, aos demais sistemas industrializados já homologados pelo Governo. Seria impossível fazer um hospital desse porte em um prazo tão reduzido utilizando-se outros métodos de construção”, pontua Sérgio de Pinho, representante da Eplast Nordeste S.A – principal indústria fornecedora dos perfis de PVC.
 
Pioneirismo no desenvolvimento do sistema construtivo concreto PVC
A Braskem carrega consigo um histórico de sucesso também em outros projetos que utilizaram a tecnologia de PVC. Um exemplo foi a construção da Escola Municipal Renice Seraphim, realizada em 2018 na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. A companhia forneceu resina para a produção dos perfis de PVC para a obra, que inclui 25 salas de aula e atende cerca de mil alunos.
O sistema inovador vem se destacando e ganhando força nos setores de construção civil e arquitetura, devido a sua flexibilidade para execução de diferentes obras, como escolas, casas, hospitais, entre outros ambientes.
 

O Brasil é o quarto maior produtor de resíduo plástico do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, China e Índia. São aproximadamente 11,3 milhões de toneladas produzidas anualmente, mas apenas 1,28% deste montante é reciclado. Em todo o planeta, são geradas 400 milhões de toneladas anuais e a reciclagem deste montante não chega a 10%.

Estes dados espelham o gigantesco potencial deste mercado, diante do caminho sem volta da circularidade da economia e da urgência em se criar uma cadeia de valor para o plástico reciclado. Na esteira deste universo, o aval de instituições que conferem certificações à matéria-prima reciclada cresce substancialmente, como forma de validar a reciclagem e garantir qualidade e segurança à marcas e fabricantes, que passam a incorporar o material em sua cadeia de suprimentos.

As certificações são um caminho decisivo neste cenário ainda impeditivo, em contraste com o apetite de brand owners e stakeholders em busca de se aliar a parceiros comerciais que forneçam  matéria-prima reciclada de comprovada procedência e consistente qualidade.

Validação externa e independente garantem credibilidade

A certificação, portanto, tem o potencial de servir como uma chancela para o plástico reciclado. E no caso de uma empresa recicladora é um reconhecimento duplo.

 “A atuação primária de um reciclador por si só já faz com que seja integrante da parte nobre da economia: a circular. Porém, uma recicladora que não atue de acordo com as melhores práticas, pode deixar impactos sociais e ambientais negativos significantes. Sendo assim, a certificação garante a atuação de acordo com a legislação vigente e com as melhores práticas”, ressalta Daniel Coutinho, representante da AcePlas Assessoria e Certificação, empresa brasileira acreditada pela EuCertPlast® – entidade da União Europeia.

Ele explica que o propósito da AcePlas é o de melhorar a qualidade do plástico reciclado e explorar todas as características da economia circular e seus benefícios para a sociedade e o meio ambiente, por meio de uma certificação adaptada ao processo de reciclagem de materiais plásticos pré e pós-consumo.

A metodologia contempla auditorias regulares, qualificação, treinamentos e certificações, proporcionando uma chancela inovadora e única para atuação das empresas recicladoras em âmbito nacional e internacional.

“O procedimento é bastante extenso e abrange não somente o processo produtivo. A recicladora precisa garantir que está cumprindo com todas as exigências legais em termos de cadastro, licenças de operação e ambientais, seguros e segurança patrimonial, social e industrial. Além disso, exige-se processos e procedimentos formalmente estabelecidos, que deem diretrizes e orientem o trabalho de todos os funcionários, incluindo a contratação de pessoal técnico especializado, o treinamento e atualização contínua da supervisão nos processos de reciclagem, manutenção, saúde, segurança e preservação ambiental”, destaca Coutinho.

Daniel Coutinho, da AcePlas Assessoria e Certificação

Segundo ele, além da verificação de toda documentação, desde a chegada da sucata, avaliação do tipo e qualidade, separação, entrada no processo produtivo e transformação em reciclado, o processo também é auditado presencialmente (ou, em alguns casos, virtualmente, por conta da pandemia).

Há também a verificação da rastreabilidade do material. Ou seja, a recicladora precisa garantir que tem controles sistemáticos de todo trajeto do material na empresa.  Algumas dessas exigências são obrigatórias. Outras podem apresentar pontos de melhoria, que serão apontados e verificados na auditoria de monitoramento, que é realizada anualmente.

Utilizando metodologia própria, a AcePlas atua no Brasil com base em um modelo europeu, adaptado às necessidades das empresas brasileiras. “O foco é na melhoria dos processos, direcionando a reciclagem de plásticos para volta ao ciclo produtivo, sem alterar os parâmetros de produção e a qualidade esperada do produto final”, destaca Coutinho.

Eurociclo: ferramenta de compensação ambiental

Também inspirada em modelos europeus de reciclagem, a certificação Eureciclo utiliza um mecanismo de direcionar resíduos equivalentes, em peso e material para a reciclagem, com remuneração para os operadores de coleta e triagem pelo serviço ambiental prestado.

Trata-se de um conceito de certificação da logística reversa aplicado amplamente há quase três décadas, o qual elevou o índice de embalagens recicladas na Espanha de 4,7%, em 1998, para 78,8%, em 2018, conforme dados colhidos pela Ecoembes, organização ambiental sem fins lucrativos que promove a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente por meio da reciclagem.

"Observando o cenário internacional, optamos por trazer ao Brasil essa possibilidade, com o objetivo de elevar as taxas de reciclagem do país'', explica Thiago Pinto, fundador e CEO da Eureciclo, certificadora líder em logística reversa de embalagens do Brasil.

O mecanismo tem sido reconhecido como solução para promover a logística reversa, que deve ser de no mínimo 22% da massa de embalagens direcionada para reciclagem, de acordo com a legislação. "Trata-se de uma alternativa técnica e economicamente viável, porque é um enorme desafio recuperar esses resíduos depois de seu descarte, principalmente em um território com proporções continentais. Temos visto um movimento extremamente positivo de empresas engajadas em ir além da meta e que, por isso, reciclam mais do que o estabelecido", destaca o CEO.

Ele explica que por meio desse modelo, se uma marca colocar no mercado de São Paulo, por exemplo, 10 toneladas de plástico, mas não conseguir recuperá-las, ela pode optar por reciclar uma massa equivalente na mesma região.

"O resultado é igualmente satisfatório para o meio ambiente, já que ele não reconhece se a garrafa reciclada é da marca X ou Y, o que importa é colocá-la de novo no ciclo produtivo", complementa.

Papel social: remuneração justa incentiva toda a cadeia

A compensação ambiental não incentiva apenas o processo de reciclagem e a quantidade de materiais reaproveitados, mas olha com carinho para os profissionais do setor que são historicamente pouco valorizados.

Os mais de 4 mil parceiros da certificadora Eureciclo investem diretamente nessas pessoas, por meio dos Certificados de Reciclagem (CREs) atrelados às notas fiscais de venda dos materiais recicláveis.

Ao comprarem esses documentos, que comprovam que uma quantidade e tipo de material foi reciclada, elas estão remunerando os operadores e cooperativas em questão com valores mais justos.

"Os CREs incentivam a cadeia de reciclagem de materiais complexos e oferecem sustentabilidade financeira para o setor. Afinal, não se mantém espaço, colaboradores, maquinário e ferramentas sem dinheiro", explica Thiago.

Segundo o CEO, ao longo dos últimos anos a empresa impactou cerca de 17 mil vidas com mais de R$11 milhões, levando melhoria de renda e condições de trabalho para pessoas que atuam em operadores homologados e suas famílias. Ao todo, a Eureciclo já compensou 214 mil toneladas de resíduos.

Zero Waste: lucro voltado para o lixo

Mesmo que as empresas tenham assumido compromissos com a sustentabilidade, em última análise,  buscam também o lucro. Neste sentido o plástico reciclado precisa atingir os dois objetivos, deve ser economicamente viável, fácil de encontrar e responder aos desafios de performance e desempenho.   

Rodrigo Sabatini, presidente do ILZB e diretor da Zero Waste International Alliance, afirma que esta realidade ainda está sendo construída em sua ampla potencialidade.

“A matéria reciclada está ainda escassa, e literalmente, ainda se encontra no lixo, especialmente no Brasil, um país de dimensões continentais”, alerta Sabatini.

Na Europa, os esforços em desenvolver este mercado ganham força. “Na Alemanha, por exemplo, mais de 20% de toda matéria prima vem da reciclagem. Isso evita que eles tenham que extrair produtos naturais ou importar insumos. Ao mesmo tempo, desenvolveu-se uma indústria de reciclagem que hoje é exportada”, exemplifica.

Como fundador e mentor do movimento Lixo Zero (Zero Waste), um programa de qualidade total, baseado na melhoria contínua, e cujo indicador de desempenho é o nível de geração de lixo, Sabatini é categórico: “conquistamos mais eficiência quando controlamos o desperdício”.

Por este motivo o movimento Lixo Zero vem sendo um divisor de águas na indústria, estando associado à produção limpa e a todos os atributos da economia circular: geração de emprego e renda, inclusão social, atração de investimentos, redução do impacto ambiental, desenvolvimento das cidades, incremento de impostos e outros.

Isso tudo representa um valor intangível para o branding e valor de marca das empresas, o que impacta diretamente no fator de competitividade das empresas, especialmente quando falamos em se adequar às exigências do mercado global.

“Toda indústria de qualidade já tem controle de 90% dos resíduos, mas como chega à eficiência total?”, questiona o presidente do ILZB, ao destacar que a certificação é o caminho para passarmos do ponto de inflexão.

Vantagens competitivas da certificação

As certificações trazem, portanto, benefícios e oportunidades para o lançamento de produtos no ainda recente mercado de matérias-primas circulares da cadeia do plástico, elevando a rentabilidade das empresas, as vantagens competitivas e criando novas oportunidades de emprego em nível local.   

Plastiweber: empresa gaúcha é a 1ª das Américas a receber certificação europeia

A 1ª empresa gaúcha a conquistar o selo Senaplas, em 2020, consagrando-se como a 1ª empresa de plásticos reciclados das Américas com a certificação europeia EuCertPlast (European Certification of Plastic Recyclers), a empresa Plastiweber, atua há mais de 23 anos no ramo de embalagens e resinas recicladas.

Por ter em seu DNA o compromisso de entregar produtos de alto padrão e performance ao mercado, a Plastiweber sempre buscou as mais exigentes certificações do setor da reciclagem para comprovar e assegurar a seus clientes a qualidade e segurança de seus produtos.

A certificação EuCertPlast reúne garantia da rastreabilidade dos materiais plásticos (em todo o processo de reciclagem e na cadeia de abastecimento) e na qualidade do conteúdo reciclado no produto final, tendo sido criado com o objetivo de reconhecer recicladores que operam de acordo com altos padrões através da implementação das melhores práticas.

Com o propósito de criar uma economia circular para o plástico, a empresa gaúcha vem adquirindo diversas outras certificações, ampliando a competitividade de soluções em embalagens plásticas flexíveis, produzidas através de um ciclo seguro de logística reversa, que faz com que o plástico pós-consumo se torne matéria-prima para uma nova embalagem.

Entre as certificações adquiridas estão a Eucertplast, que é a mais importante certificação para recicladores do mundo, que além de garantir a qualidade do produto reciclado a longo prazo, também garante que o conteúdo da matéria-prima seja realmente reciclado pós-consumo. A Plastiweber foi a primeira empresa das Américas a obter essa certificação. 

A empresa também possui a certificação que valida o cumprimento de todos os critérios relacionados a ESG ( Meio Ambiente, Social e Governança). A Plastiweber é a única recicladora de plástico do Brasil a possuir essa importante homologação Smeta/Sedex – exigida por 60 mil brand owners ao redor do mundo.

Além disso possui a certificação SENAPLAS que atesta adequação às legislações da PNRS (Política Nacional dos Resíduos Sólidos) e de Logística Reversa, como também quanto a qualidade dos produtos entregues, incluindo o selo de certificação SENAPLAS Produto.

De acordo com o CEO da Plastiweber, Moisés Weber, cada certificação possui sua especificidade e grau de dificuldade, no entanto devido a um criterioso processo e procedimentos rígidos em toda a cadeia, no momento das certificações não foram necessárias mudanças significativas.

Certificação para ampliar mercados 

A visibilidade e a confiabilidade das certificações ao redor do mundo foram fundamentais para aproximar a Plastiweber de novos mercados, especialmente de companhias que buscam soluções verdadeiramente sustentáveis e aplicações com alta exigência técnica.

“A utilização de altos percentuais de matéria-prima reciclada com resíduos plásticos pós-consumo foram enaltecidos com as certificações e assim, novas parcerias tem sido firmadas, possibilitando a ampliação de nossos mercados, como também a otimização dos processos em projetos de multinacionais, os quais são facilitados, uma vez que não são necessárias auditorias adicionais, devido às altas exigências já exercidas pelas certificações”, destaca o CEO da Plastiweber.

SABIC: fornecimento de materiais sustentáveis ​​e a rastreabilidade andam de mãos dadas

Sem rastreabilidade não se pode realmente promover a sustentabilidade e, por sua vez, criar uma economia mais circular. Diante disso o balanço de massa tem sido um modelo adotado por diversos fabricantes para rastrear a sustentabilidade de seus produtos, gerando confiança na cadeia de valor e identificando áreas que podem ser melhoradas.

A SABIC é uma dessas empresas que usa esse modelo para rastrear qual porcentagem de seu produto é sustentável e aprimorar seus produtos, sendo assinante do sistema de certificação ISCC Plus.   

De acordo com o  Mark Vester, Líder Global de Economia Circular da SABIC, este é instrumento inovador e crucial para estimular a transição completa para novas matérias-primas nas atuais unidades de produção em escala mundial da SABIC.

Mark Vester, Líder Global de Economia Circular da SABIC


“O método que permite esta avaliação é chamada de cadeia de custódia, volumes relativamente pequenos de matéria-prima alternativa são misturados com matéria-prima fóssil convencional. A rastreabilidade e a verificação do manuseio correto do balanço de massa das informações são críticas e, usando métodos de certificação, podemos rastrear matérias-primas alternativas de entrada e produtos de saída. O conceito de equilíbrio de massa e certificação nos permite usar ativos comerciais existentes para converter nossos produtos”, explica Vester.

Ele destaca que os produtos certificados do portfólio TRUCIRCLE ™ da SABIC foram produzidos por meio da adoção deste sistema de contabilidade de balanço de massa.

O balanço de massa ajudou a rastrear o fluxo de materiais ao longo de uma cadeia de suprimentos complexa, desde a matéria-prima até o produto final, seguindo regras predefinidas e transparentes, identificando se o produto pode ser classificado como renovável ou circular.

Para a SABIC, isso significa que para cada tonelada de matéria-prima renovável ou circular alimentada em seu processo de produção e substituindo a matéria-prima fóssil, aproximadamente uma tonelada dos materiais produzidos pode ser classificada como renovável ou circular.

Ao adotar essa abordagem, os produtos certificados do portfólio TRUCIRCLE são credenciados sob o esquema de Sustentabilidade Internacional e Certificação de Carbono Plus (ISCC).

Diante disso, o portfólio da TRUCIRCLE ™ de serviços para soluções circulares abrangem: design para reciclabilidade; produtos reciclados mecanicamente; produtos circulares certificados de reciclagem de matéria-prima de plásticos usados; produtos renováveis ​​certificados de matéria-prima de base biológica e iniciativas de ciclo fechado para reciclar plástico de volta em aplicações de alta qualidade e ajudar a evitar que valiosos plásticos usados​​se tornem resíduos.

“Vale ressaltar que a certificação ISCC Plus exige que todos os membros da cadeia de valor sejam certificados, bem como todos os locais onde o produto é fisicamente alterado precisam ser certificados, incluindo distribuidores e depósitos dentro da cadeia de custódia”, destaca o Líder Global de Economia Circular da SABIC.

Um dos benefícios desse sistema é que exige uma auditoria independente de conformidade com o esquema de certificação. Isso garante aos clientes e consumidores que os produtos que estão recebendo possam ser atribuídos a matérias-primas circulares ou bio-renováveis.

Estratégia de competitividade 

A importância do processo de certificação pode ser vista nos sucessos que a SABIC obteve com seus produtos certificados renováveis​​e circulares certificados. Exemplos recentes incluem a cuba de sorvete Magnum da Unilever; o recipiente de caldo em pó Knorr®; um novo formato de tubo para a marca ORIGINS da Estée Lauder Companies (ELC) e os sacos de chips Orkla e Irplast, feitos de um polímero renovável certificado.



Para demonstrar a viabilidade da reciclagem de circuito fechado, a SABIC também colaborou recentemente com o varejista britânico Tesco, Plastic Energy, Sealed Air e Bradburys Cheese para apresentar a primeira embalagem flexível reciclada feita de materiais devolvidos pelos clientes. Este projeto de colaboração da SABIC demonstra que fechar o ciclo do plástico usado é alcançável e mostra a participação necessária em toda a cadeia de valor para avançar em direção a um futuro circular e sustentável.


Visão de sustentabilidade 


Alinhada com as Metas de Desenvolvimento de Sustentabilidade da ONU (ODS), a SABIC identificou dez metas específicas diretamente aplicáveis​​ao seu negócio e, desenvolveu a estratégia de sustentabilidade de longo prazo, que incluem o portfólio de produtos e serviços TRUCIRCLE ™.

A visão é continuar a colaborar com uma ampla gama de parceiros globalmente, em resposta à necessidade do mercado por materiais sustentáveis, tendo como pilares para o portfólio TRUCIRCLE projetos para reciclabilidade, iniciativas de ciclo fechado, reciclagem mecânica, soluções circulares certificadas e renováveis​​certificadas.

Para tanto  conta com o sistema de certificação líder ISCC Plus, oferecido por uma organização global independente, que oferece soluções para atender aos requisitos de sustentabilidade para todas as matérias-primas e mercados, bem como rastreabilidade em toda a cadeia de abastecimento, apoiando a economia circular e de base biológica e oferecendo uma certificação que promove uma produção ambiental, social e economicamente sustentável.

 Braskem: destaque em certificações internacionais

A Braskem foi a primeira empresa brasileira a receber a certificação ISCC Plus, Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono, na sigla em inglês, para utilização de matérias-primas alternativas, como o óleo de pirólise – processo químico que quebra as moléculas das resinas termoplásticas a partir do calor – para que as unidades industriais da companhia, localizadas no Sul e Sudeste, transformem esse insumo em novos polímeros.

A certificação ISCC Plus baseia-se no conceito de balanço de massa, que é um conjunto de regras técnicas que garantem que a mesma quantidade de matéria-prima, produzida a partir de material pós-consumo e que entra no processo, saia como produto final com as mesmas características das resinas e químicos de origem fóssil. Esse controle permite que a sustentabilidade dos produtos circulares seja devidamente creditada e reconhecida. Na Braskem, até então, a ISCC Plus era válida apenas para a produção do polietileno I’m greenTM bio-based, feito a partir do etanol da cana-de-açúcar.

Com esse novo passo, a ISCC Plus passa a ser válida para as unidades industriais da Braskem no Polo Petroquímico do Grande ABC, no estado de São Paulo, e no Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul. São nessas unidades em que a companhia dará sequência, ao longo de 2021, aos testes para essas rotas, em especial as que envolvem o uso do óleo de pirólise e outras matérias-primas renováveis.

 “Na prática, significa que estamos cada vez mais perto – e com a chancela de uma organização internacional – de ampliar a comercialização de resinas e produtos químicos mais sustentáveis, com as mesmas características dos produzidos atualmente por meio de matérias-primas fósseis”, explica Luiz Alberto Falcon, responsável pela plataforma de Reciclagem da Braskem.

Compromisso em prol da economia circular

Nos últimos três anos a área de Estratégia e Projetos de Logística da Braskem esteve focada em ajudar a companhia a cumprir um importante compromisso em prol da economia circular: reduzir ainda mais a perda de resíduos plásticos na produção de resinas termoplásticas.

O bom desempenho das ações resultou no selo OCS Blue, concedido pela Plastivida, licenciadora da Operation Clean Sweep® no Brasil, campanha internacional com foco em sustentabilidade na indústria do plástico. Agora, a Braskem está no mais alto nível de um grupo de empresas globais que lutam para evitar que resíduos plásticos cheguem ao meio ambiente, especialmente rios e oceanos.

Edison Terra, vice-presidente de Olefinas e Poliolefinas da Braskem na América do Sul, explica que a conquista da certificação OCS Blue alcançou 100% das unidades industriais da empresa no Brasil. “Esse reconhecimento é a soma do trabalho em equipe, do empenho da Braskem no campo do desenvolvimento sustentável e dos compromissos que firmamos publicamente corresponsável por estimular a economia circular na nossa cadeia de valor”, diz Terra. Além do Brasil, a certificação OCS Blue também foi obtida recentemente pela Braskem nos Estados Unidos. Outros países, onde a companhia possui unidades, seguem no processo para obtenção da certificação.

Braskem figura o grupo de empresas globais em prol da sustentabilidade

Na mesma linha do grupo de empresas da Operation Clean Sweep®, a Braskem faz parte da Aliança pelo Fim dos Resíduos Plásticos (AEPW), iniciativa internacional que inclui outras 46 importantes companhias, sendo a Braskem a única brasileira. São empresas que produzem, utilizam, vendem, processam, coletam e reciclam plásticos unidas para desenvolver projetos nas áreas de limpeza, infraestrutura, inovação, educação e engajamento. A ação é considerada o esforço mais abrangente já feito para dar fim ao descarte de plásticos no meio ambiente e já começou com orçamento de até US$ 1,5 bilhão para investimentos.

A Braskem também integra o CFO Taskforce, uma força-tarefa reunida pelo Pacto Global da ONU para fomentar o engajamento empresarial em prol do desenvolvimento sustentável. O grupo é composto por líderes financeiros de grandes companhias e, na prática, busca ajudar as empresas no alinhamento de seus compromissos de sustentabilidade com suas estratégias financeiras, visando a criação de impacto positivo nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) em níveis local e global.

A Braskem disponibiliza para o mercado uma nova opção de produto que integra o portfólio da família Rigeo: o HD1954M, polietileno de alta densidade (PEAD) que proporciona uma combinação entre alta rigidez, ótima resistência ao impacto e ao Environmental Stress Cracking (ESCR), proporcionando otimização às embalagens e ganhos de produtividade.

“Esse lançamento vai ao encontro das demandas do mercado químico e agroquímico, que tradicionalmente são bastante exigentes em relação à qualidade. Neste mercado, propriedades como rigidez, resistência ao impacto e ao Environmental Stress Cracking, são características chave que trazem maior segurança aos produtos do segmento”, explica Leandro Fiorin, Líder de Engenharia de Aplicação da Braskem.

Com o grade HD1954M, a Braskem amplia o portfólio da família Braskem Rigeo, lançada em 2017, e até então composta pelos grades, 4950HSM e HD1053M, sendo todos recicláveis.

Enquanto o grade Rigeo 4950HSM possui fluidez adequada para a produção de embalagens de pequenos volumes, o Rigeo HD1954M pode ser utilizado para a produção de embalagens até 20L. Já o Rigeo HD1053M é uma ótima opção para embalagens de volumes até 60 litros.

“O atendimento às exigências da indústria é essencial, mas não é único. Em conjunto com os nossos clientes, buscamos desenvolver produtos robustos tecnicamente e alinhados com os princípios da Economia Circular”, reforça Fiorin. “Desta forma, o Rigeo HD1954M é mais uma solução que visa atender às necessidades do mercado, resultando em embalagens mais leves e sustentáveis, sem prejuízos às suas propriedades”.

Sobre a Braskem

Com uma visão de futuro global, orientada para as pessoas e para a sustentabilidade, a Braskem está engajada em contribuir com a cadeia de valor para o fortalecimento da Economia Circular. Os 8 mil Integrantes da petroquímica dedicam-se diariamente para melhorar a vida das pessoas por meio de soluções sustentáveis da química e do plástico. A Braskem possui DNA inovador e um completo portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros. Com 40 unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha e receita líquida de R$ 58,5 bilhões (US$ 11,3 bilhões), a companhia exporta seus produtos para Clientes em mais de 100 países.

A Braskem registrou no segundo trimestre deste ano um forte resultado operacional recorrente, com aumento da receita líquida de vendas e do lucro líquido. Em função disso, a companhia seguiu reduzindo a sua dívida bruta e a sua alavancagem corporativa, a qual chegou ao patamar mais baixo de sua história ao final do trimestre. 

· No trimestre, o resultado operacional recorrente foi de R$ 9,4 bilhões, 35% superior ao trimestre anterior e 522% acima do mesmo período do ano passado;

· A receita líquida de vendas alcançou R$ 26,4 bilhões, crescimento de 16% e de 136% em relação ao primeiro trimestre deste ano e ao segundo trimestre de 2020, respectivamente;

· O lucro líquido foi de R$ 7,4 bilhões, 198% maior do que no trimestre anterior;

· A relação em dólares de dívida líquida/resultado operacional recorrente em dólares foi de 1,1 vez no trimestre, inferior 39% quando comparada ao trimestre anterior (1,8 vez). A redução em relação ao mesmo período do ano passado foi de 85%.

“Os resultados da Braskem no trimestre refletem o positivo momento do cenário petroquímico internacional e o nosso compromisso com a higidez financeira, mantendo firme nosso objetivo de voltarmos ao nível de risco de grau de investimento. Estamos trabalhando duro para continuar a contribuir para a retomada econômica e para atender bem nossos clientes e parceiros, sempre tendo como prioridade a segurança e a saúde de nossos integrantes”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

O resultado operacional recorrente da companhia foi gerado pela melhoria dos spreads internacionais e pelo maior volume de vendas de polipropileno nos EUA e de polietileno no México. No mercado brasileiro, a Braskem registrou uma queda na demanda por resinas no segundo trimestre de 7%, quando comparado ao primeiro trimestre do ano. Tal queda se deu principalmente pela normalização da demanda em alguns segmentos da economia, como construção civil, embalagens, bens de consumo, entre outros. Apesar disso, a demanda permanece em patamares saudáveis. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, quando a economia desaqueceu por causa da pandemia de Covid-19, houve aumento de 34%.

Para reduzir a dívida bruta, a Braskem concluiu uma série de operações no segundo trimestre, totalizando US$ 643 milhões. Adicionalmente, em julho, a companhia concluiu o resgate total do bônus com vencimento em 2022 no montante de US$ 255 milhões e o pré-pagamento do empréstimo bancário no valor de US$ 100 milhões.

Como reflexo, em maio, a agência de classificação de risco Fitch Ratings alterou a perspectiva do rating da Braskem para positiva, no nível de risco em escala global de BB+ e, em julho, a agência Moody's alterou a perspectiva do rating da Braskem para estável, no nível de risco em escala global de Ba1.

ESG

Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030, a Braskem assumiu novos compromissos estruturados em sete dimensões: saúde e segurança, resultados econômicos e financeiros, eliminação de resíduos plásticos, combate às mudanças climáticas, ecoeficiência operacional, responsabilidade social e direitos humanos e inovação sustentável.

Um marco importante para tornar públicos os esforços da companhia nesse sentido foi o lançamento do Relatório Integrado 2020, contemplando os padrões de reporte GRI (Global Report Initiative), IIRC (International Integrated Reporting Council) e, pela primeira vez, SASB (Sustainability Accounting Standards Board).  Veja mais em:  www.braskem.com.br/portal/Principal/arquivos/relatorio-anual/Braskem_RI2020_PT.pdf

Outro marco importante foi a aprovação, em Assembleia Geral Extraordinária realizada em julho, da reforma e consolidação do Estatuto Social da Companhia para transformar o Comitê de Conformidade em Comitê de Conformidade e Auditoria Estatutário (CCAE). A formação do CCAE é uma recomendação do Código Brasileiro de Governança Corporativa, recepcionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na Instrução CVM no 480/09. O comitê será formado por membros independentes sendo dois externos nomeados a partir de lista selecionada por empresa de headhunter.

Seguindo nas ações de apoio na assistência ao combate à Covid-19 e aos efeitos sociais causados pela pandemia, a Braskem destinou neste ano R$ 15 milhões para projetos que incluíram a distribuição de mais de 55 mil cestas básicas e 25 mil kits de higienização. O programa de voluntariado da Braskem também entrou nesse esforço e, para aumentar ainda mais seu impacto, a companhia multiplicou em cinco vezes as doações de seus integrantes, em formato de cestas básicas.

Alagoas

Desde 2018, a Braskem vem contribuindo com o poder público na compreensão do fenômeno geológico em Maceió e na minimização dos seus efeitos. A companhia assinou acordos com o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Estado de Alagoas para promover a segurança e a compensação financeira dos moradores dos bairros atingidos pelo fenômeno e para a reparação socioambiental e urbanística da região.

Para dar conta da compensação dos moradores, da reparação socioambiental e urbanística e do fechamento seguro dos poços de sal na região, a Braskem fez o provisionamento de R$ 10,2 bilhões havendo saldo atual de R$ 7,7 bilhões.

A Braskem vem cumprindo o cronograma acertado com as autoridades alagoanas. Dos imóveis localizados no mapa de ações prioritárias da Defesa Civil alagoana, 13.807 já foram desocupados, ou seja, quase 96% do total.

O Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) chegou em julho a 8.298 propostas apresentadas aos moradores, comerciantes e empresários da área de desocupação, com um índice de aceitação de 99,7%. Até agora, o Programa pagou mais de R$ 1,3 bilhão entre indenizações e auxílios financeiros.

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